Paróquia de Biritiba Mirim encena musical amanhã

Apresentação encanta o público e os voluntários que formam o elenco e a equipe
Apresentação encanta o público e os voluntários que formam o elenco e a equipe - FOTO: Photo Kojima/Divulgação
Com foco na evangelização, há 16 anos o espetáculo "Passos da Paixão", da Paróquia São Benedito, em Biritiba Mirim, leva para o palco a vida, paixão, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Para envolver ainda mais o público, desde 2009, foi transformado em um musical. A apresentação deste ano acontece amanhã, às 18 horas, no Centro Pastoral, localizado na rua Gildo Sevali, 207, na região central da cidade. A entrada é gratuita.

São esperadas cerca de cinco mil pessoas, que poderão acompanhar o espetáculo também fora do espaço por meio de telões. Segundo o diretor geral do espetáculo, Júlio César Silva, conhecido como Caju, houve edições assistidas por até seis mil pessoas. Autodidata no teatro, em 2000, o diretor resolveu fazer algo que envolvesse a comunidade. As primeiras apresentações ocorreram na rua em cima de caminhões.

Neste ano, cerca de 210 pessoas compõem o elenco e a equipe de produção, incluindo músicos, maquiadores, iluminadores, entre outros. Todos são voluntários e das mais variadas idades, desde o bebê que simboliza o nascimento de Jesus até idosos. As inscrições foram abertas em janeiro e atraíram moradores de Biritiba e de outras cidades da região.

"Seguimos as passagens bíblicas e vamos contar a vida pública de Jesus a partir do batismo, fazendo milagres, pregando no tempo, e alguns flashes como seu nascimento, a cura do cego e a pecadora perdoada", revela o diretor. Entre as novidades deste ano, ele destaca os cenários que giram e se movem.

O "Passos da Paixão", de acordo com Caju, é produzido com o apoio da comunidade e com recursos obtidos por meio de rifas e bingos. Nesta edição, o evento conta com o apoio da Prefeitura de Biritiba Mirim. Ao longo do ano, Caju comanda outras produções menores na paróquia como o Auto de Natal. Nos planos, está ampliar o trabalho cultural. "A ideia é criar uma associação para conseguir verbas e dar suporte para que crianças, jovens e adultos possam dar continuidade", ressalta.