Cia. Realce encena clássico no Vasques

Brás Cubas, personagem principal da obra escrita por Machado de Assis, conta sua morte, enquanto que, em outro plano, vão acontecendo as cenas, desde o seu nascimento até a sua morte. Este é o enredo do espetáculo "Memórias Póstumas de Brás Cubas", que a Cia. Realce traz para o palco do Teatro Vasques hoje, em duas sessões, às 10 e 20 horas.

Os ingressos têm o valor de R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 20 (cada ingresso para grupos acima de cinco pessoas). O Vasques fica na rua Dr. Corrêa, 515, largo do Carmo, em Mogi.

No palco, a história começa com o nascimento, os mimos da família, os palpites dos tios sobre o futuro do personagem e as peraltices do menino Brás. Aos 17 anos, ele se envolve com Marcela, uma espanhola maliciosa e interesseira, que lhe dava amor em troca de presentes caríssimos.

O romance faz com que o rapaz fique endividado e ele é mandado pelo pai para estudar em Coimbra, Portugal. Sua mãe morre, Brás Cubas volta ao Brasil desgostoso. Refugiado numa chácara da família, o pai vai buscá-lo com um projeto de casá-lo para assim conseguir um cargo de deputado, através do futuro sogro.

O noivado arranjado dura pouco, pois ele perde a noiva para Lobo Neves. O pai frustrado falece em quatro meses, e a irmã e o cunhado de Brás Cubas mostram-se vorazes pela herança.

A história ganha outras cores a partir do reencontro com Quincas Borba, colega de colégio do protagonista, que também é filósofo e cômico, e quando revê Virgília, seu grande amor. Tudo é descrito pelo próprio Brás Cubas, que durante o espetáculo vai fazendo uma autocrítica de sua visão do mundo, no espírito machadiano: céptico e sarcástico.