Saúde funcional

O artigo de hoje irá tentar esclarecer uma dúvida frequente que acompanha meus pacientes, clientes, amigos e familiares. Referente às órteses e próteses, existem muitas dúvidas sobre o que as difere.

Em uma forma popular podemos caracterizar as órteses como um suporte, um apoio que é colocado externamente no corpo para auxiliar no funcionamento de alguma parte que tenha sido prejudicada por acidente ou problema de saúde. Já as próteses são substitutas de membros, órgãos ou tecidos que tiveram que ser amputados ou removidos, mas não é simplesmente isso.

A órtese é considerada pelo Organização Internacional para Padronização (ISO) como um dispositivo externo que é aplicado ao corpo para modificar aspectos de funcionamento ou estrutura dos sistemas nervoso, muscular ou esquelético. O objetivo dela é dar auxílios mecânicos ou ortopédicos ao paciente. Elas podem ser provisórias ou não.

As órteses também podem ser internas (instrumentos para estabilizar a coluna, marca-passos, bombas de infusão, etc), externas (bengalas, muletas, colares cervicais, aparelhos gessados, andadores, coletes, aparelhos auditivos, lentes de contato, óculos, aparelhos ortodônticos, etc) ou implantadas total ou parcialmente (fixadores externos, drenos, etc.). Outros exemplos de órteses são as palmilhas ortopédicas, as joelheiras, munhequeiras, etc.

As próteses podem ser internas (como a prótese articular ou a não convencional, que substitui órgãos como o coração), externas (como uma perna mecânica, por exemplo), implantada total ou parcial (no caso de um implante dentário) ou estética (quando modifica a forma do corpo, como uma prótese mamária, no nariz etc).

As próteses são feitas sob medida, então precisam ser substituídas e readequadas com trabalho de recuperação funcional por especialistas de acordo com o desenvolvimento do usuário.

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