Paciente denuncia falta de remédio para transplantados

Falta dos remédios foi constatada após contagem
Falta dos remédios foi constatada após contagem - FOTO: Divulgação
A falta de remédios de alto custo utilizado por transplantados volta a preocupar pacientes da região, que temem até mesmo a morte sem a medicação que deveria ser fornecida regularmente e de forma gratuita na Farmácia de Medicamentos Excepcionais do Alto Tietê, mantida pelo governo do Estado.

A vendedora Aline Simonic, que recebeu um novo rim há dez anos e precisa tomar dois medicamentos de alto custo diariamente, é uma das pacientes prejudicadas pela situação. "Tenho que tomar esses remédios imunossupressores para manutenção do órgão no meu corpo, sem eles posso ter uma rejeição ou outra complicação séria. Infelizmente a falta dessas medicações tem acontecido com frequência há um ano", explicou.

Ela toma, todos os dias, quatro comprimidos de Tracolimo, que custa cerca de R$ 250 a caixa para um mês, e outros três comprimidos de Micofenolato de Sódio, que pode custar até R$ 2,5 mil a caixa nas farmácias convencionais. "Não tenho condições de arcar com esse valor todo mês. As vezes consigo remédios só para dez dias, então começo a pedir doações para quem tem alguma cartela sobrando ou vou até um hospital da zona leste pedir, mas nem sempre eles conseguem me ajudar", detalhou.

Aline destacou o risco de os pacientes transplantando terem que voltar a fazer hemodiálise caso não sejam medicados corretamente. Vale lembra que foi celebrado em todo o País, no mês passado, o Setembro Verde, que incluiu ações de conscientização sobre a doação de órgãos. "O governo pede a conscientização das pessoas para a importância de doar e incentiva esse ato, mas é preciso lembrar que os transplantados precisam de cuidados especiais. No caso do rim, o paciente que não tiver o tratamento adequado pode falecer ou ter que voltar para a hemodiálise, o que pode sobrecarregar ainda mais esse serviço na região", completou.

O governo do Estado foi cobrado pela reportagem sobre uma posição e prazo para o fornecimento desses medicamentos entregues de forma gratuita à população da região, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.  

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