Falta de remédio segue sem solução

Farmácia de Medicamentos Excepcionais é em Mogi
Farmácia de Medicamentos Excepcionais é em Mogi - FOTO: Daniel Carvalho
O problema de falta de remédios de alto custo, que deveriam ser fornecidos regularmente e de forma gratuita na Farmácia de Medicamentos Excepcionais do Alto Tietê, localizada em Mogi das Cruzes, não tem prazo para ser resolvido. Isso porque a Secretaria de Estado da Saúde afirma que a compra e a distribuição de alguns dos medicamentos que estão faltando é de responsabilidade do Ministério da Saúde e que o pedido para receber uma nova remessa do produto já foi feito, mas ainda sem prazo para que o mesmo seja entregue. 

Na edição do último dia 14, o Grupo Mogi News relatou o drama da vendedora Aline Simonic, que recebeu um novo rim há dez anos e precisa tomar dois medicamentos de alto custo diariamente, para evitar qualquer problema ou até rejeição ao órgão. Ela toma, todos os dias, quatro comprimidos de Tracolimo, que custa cerca de R$ 250 a caixa para um mês, e outros três comprimidos de micofenolato de sódio, que pode custar até R$ 2,5 mil a caixa nas farmácias convencionais. "Não tenho condições de arcar com esse valor todo mês. Às vezes consigo remédios só para dez dias, então começo a pedir doações para quem tem alguma cartela sobrando ou vou até um hospital da zona leste pedir, mas nem sempre eles conseguem me ajudar", detalhou.

De acordo com a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica, a compra e distribuição do medicamento Tacrolimo aos estados cabe ao Ministério da Saúde. O órgão federal, no entanto, tem enviado irregularmente o produto na dosagem 1 mg para São Paulo desde o início de 2017, descumprindo os prazos previstos em portaria federal e entregando quantitativos parciais. "A defasagem acelera o esgotamento do estoque e obriga o Estado a fazer remanejamentos para evitar interrupções nos tratamentos, fundamentais para a manutenção dos órgãos transplantados", explicou a Secretaria de Estado da Saúde, por meio de nota.

Para atender os pacientes no quarto trimestre, a pasta afirmou já ter solicitado 8,2 milhões de comprimidos. "O Ministério da Saúde aprovou somente 6,2 milhões e, até o momento, entregou 33% desse quantitativo. Já no trimestre passado, dos 6,2 milhões de comprimidos aprovados pelo órgão federal, o estado de São Paulo recebeu apenas 56%. A pasta estadual tem cobrado rotineiramente a União e aguarda pelo menos uma perspectiva de regularização".

O órgão federal também é responsável pela compra e distribuição do medicamento Micofenolato de sódio nas dosagens de 180mg e 306mg. Para atender os pacientes no quarto trimestre, a pasta solicitou 4,4 milhões de comprimidos de 360mg. O Ministério da Saúde aprovou 3,2 milhões, e até o momento, entregou 33% desse quantitativo. Já na dosagem de 180mg, a pasta solicitou 316 mil comprimidos, mas somente 224 mil foram entregues.

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