Falta de exames volta a afetar os ferrazenses

 Vereador Claudio Squizato (PSB) pede explicações
Vereador Claudio Squizato (PSB) pede explicações - FOTO: Divulgação
Em março deste ano, a Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos aprovou um requerimento e o seu autor, vereador Claudio Roberto Squizato (PSB) ameaçou acionar a justiça para obrigar a Prefeitura a voltar a fazer a coleta para exames laboratoriais por postos de saúde. Na época, o serviço estava suspenso há mais de um mês. Agora, o problema se repete com o fim do contrato emergencial, desde o começo de outubro. Squizato apresentou um novo pedido de informações à municipalidade na sessão ordinária da última segunda-feira.

Na reivindicação, ele questiona se o contrato emergencial com o laboratório será prorrogado e quando deverá ser retomada a coleta de exames nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no "Mais Mulher" no Sítio Paredão. Além disso, ele pede o encaminhamento de toda a documentação referente ao certame licitatório realizado, que resultou na empresa vencedora para a prestação de serviços laboratoriais na cidade, constando inclusive os e-mails enviados aos interessados, quais participantes, o preço ajustado em contrato e o edital vigente para uma nova licitação ou renovação.

"Esse descaso com a saúde dos nossos munícipes prejudica até mesmo mulheres gestantes, que precisam fazer diagnósticos obrigatórios e não têm dinheiro para arcar com o pré-natal na rede particular", afirmou. 

Para reforçar o teor do requerimento, o vereador Renato Ramos de Souza (PPS), o Renatinho Se Ligue, fez um adendo. O parlamentar questionou porque não foi aberto um novo processo de licitação, quem é o responsável pela não efetivação do serviço por tempo determinado, porque deixaram finalizar o contrato emergencial, se houve solicitação ao Departamento de Compras e se, no novo contrato, foi colocada a necessidade de ampliação dos dias de coleta e realização de exames.

Renatinho convocou o secretário de Saúde de Ferraz de Vasconcelos, Marco Aurélio Alves Feitosa, para prestar esclarecimentos, em audiência pública sobre o assunto, o déficit de medicamentos nas UBSs, bem como a inutilização do único aparelho de mamografia do município. A Prefeitura tem 15 dias para responder.

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