Plataforma interditada na Braz Cubas irrita usuários

Intervenções começaram em junho com investimento de R$ 1,1 milhão, mas só agora ela foi interditada
Intervenções começaram em junho com investimento de R$ 1,1 milhão, mas só agora ela foi interditada - FOTO: Juliana Oliveira
Desde a última segunda-feira, os usuários que precisam descer na estação Braz Cubas, da Linha 11 - Coral da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no sentido Estudantes, tem que seguir até a estação Mogi das Cruzes, pegar o trem no sentido Guaianazes para conseguir chegar até Brás Cubas. Isso ocorre porque a plataforma está interditada para obras de acessibilidade e deverá continuar assim até o começo do mês que vem, segundo informou a própria CPTM. O resultado disso é que os trens passam direto pela estação.

A reportagem fez o trajeto embarcando em um trem em Suzano, no sentido de Estudantes, passando direto por Brás Cubas, e retornando após descer em Mogi das Cruzes. O tempo gasto, contado a partir da passagem do trem pela plataforma interditada, até o retorno na mesma estação, foi de 15 minutos. Isso porque no momento da chegada em Mogi das Cruzes outro trem já estava encostando para seguir para Guaianazes. Ou seja, o tempo gasto pode ser ainda maior.

O mesmo sentimento de desperdício de tempo foi encontrado nas pessoas ouvidas na porta da estação, que agora tem que sair mais cedo de casa para chegar ao trabalho, ou correr para não sair muito tarde, como é o caso do líder de operação, Kaique Reis, de 22 anos. "Atrasou muito para mim. Eu saio do trabalho às 23h40 e o trem passa direto por Brás Cubas, mas se eu não for rápido na volta acabo perdendo o meu ônibus e tenho que ir embora caminhado tarde da noite", destacou ele, que mora no bairro Jardim Santa Teresa.

Já para o mecânico Alessandro Francisco Seles, 38, é preciso sair 20 minutos antes de casa para conseguir chegar a tempo no trabalho. "Moro no Miguel Badra (Suzano), e tenho que sair mais cedo para não chegar atrasado".

Para quem não está acostumado a fazer esse trajeto, a 'novidade' também não foi das mais agradáveis. "Acredito que perdi uns 20 minutos fazendo esse caminho. É a primeira vez que peguei desde a mudança. Foi bem trabalhoso", atestou o arqueólogo Moises Moraes de Matos, 34, que mora no Jardim Bela Vista.

CPTM

Questionada se não haveria como compartilhar a plataforma 1 ou utilizar uma provisória de madeira, a CPTM informou que alternativas como essas "são inviáveis tanto do ponto de vista técnico como financeiro".

A companhia afirmou também que após a liberação da plataforma interditada, será a vez da outra sofrer intervenção. "A plataforma 2 tem previsão de ser liberada na primeira semana de novembro. De acordo com o cronograma das obras, a plataforma 1 deverá ser interditada na segunda quinzena de novembro".

As intervenções começaram em junho e o investimento é de cerca de R$ 1,1 milhão.