Prefeitura conta 123 famílias em favela no Monte Cristo

No lugar havia até um hotel instalado, conforme jornal apurou pouco tempo atrás
No lugar havia até um hotel instalado, conforme jornal apurou pouco tempo atrás - FOTO: Mogi News
Três meses após o Dat denunciar a venda irregular de pequenos lotes na favela do Jardim Monte Cristo, a Prefeitura de Suzano informou ter concluído o processo de levantamento do número de barracos e também de "congelamento" da área ocupada irregularmente há mais de 30 anos e que estava crescendo, a cada dia, sem um controle do Poder Público.

De acordo com a Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, 123 famílias vivem em condições precárias dentro da favela. Para evitar que mais pessoas se instalem por lá, a pasta informou que o setor de Fiscalização está fazendo o monitoramento para o controle da área. 

Isso porque, segundo denúncias ouvidas pela reportagem na época, pequenos lotes estavam sendo vendidos para novas famílias que aceitavam pagar de R$ 2 mil a R$ 5 mil pelo espaço onde construíram seus barracos.

Segundo eles, a comercialização se dava pela falta de ação do Poder Público, que não fazia a demolição das moradias já desocupadas e elas acabavam sendo vendidas também.

Ainda em julho, o Dat relatou também a existência de pequenos comércios dentro da comunidade, entre eles um hotel. Trata-se de um barraco dividido em quartos para hospedar quem quiser passar algumas horas ou mesmo pernoitar dentro da área invadida, nos fundos do terreno da Lagoa Azul.

Ao lado do hotel, existe ainda uma pequena janela onde é feita a venda de pão e bebidas alcoólicas. Mais dois barracos à frente é possível comprar medicamentos como dipirona, além de isqueiro, cigarro e outros itens. Uma pequena lanchonete, com venda inclusive de marmitas, também foi aberta com atendimento 24 horas.

Segundo a Prefeitura, "os comércios irregulares na área também são acompanhados pela fiscalização, que já determinou a paralisação de algumas atividades no local".

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