Meu jeito de amar

Toda inteligência que se preza desperta no processo de propor valores! Com isso, a vida, praticada com inteligência, além de ser processo de gestão, deve satisfazer três posicionamentos: sobrevivência, paz (plenitude) e continuidade. Assim, nela não só cabem ações por sobrevivência, como estratégias para sobreviver numa vida plena, ética e produtiva, tanto quanto ela possa ser; sem deixar de incluir a continuidade, à custa das novas gerações. Sem a intermediação de valores, o bem-estar produzido por essas três iniciativas, jamais será alcançável.

Quanto mais abstrata ou complexa a capacidade de entender em seus prazos, curto, médio e longo, os custos-benefícios, ou seja, os valores, mais inteligente e mais eficiente será um indivíduo! Com todo esse elenco de valores, este meu jeito de amar recolhe premissas de intrincado luar. Por ser adepto de romantismo salutar, pela via de paradoxal mimetismo, dou por mim que viajar até cenários dignos de cartão postal, nada tem de anormal. De passeios, não abro mão, e se à beira mar, entrelaçados à pessoa que calhar, e que de tudo faz para nos acompanhar. Jantares à luz de velas, regados a um bom champanhe, haverá alternativas mais belas que este tipo de momentos, de se brindar sem espaços para argumentar?

Eu serei assim com a pessoa que amo e irei amar no futuro, vou fazê-la viajar no tempo, entregando-lhe, de vez enquanto, mensagens e/ou bilhetes com frases ou textos a declarar tudo o que sinto. São pequenos gestos que fazem a diferença na vida de alguém. Como se o amar fosse um passo sempre dado à frente!

Da sobrevivência, da continuidade e da paz é de ti que preciso! De teu toque: tu que pela mímica da pantomima, desejos mil em mim despertas. É de ti que preciso, ao fazer de minha face sorriso. É de ti que preciso, se meus problemas num ápice de atuação, contigo desaparecem. É de ti que preciso, se tua imagem faz de meu recolher e de meu despertar, o deleite de se sonhar. Nada de encenar a retirada estratégica: é, por tudo isso, que de ti preciso!