Liberação de drogas

Em fevereiro deste ano, tendo em vista a crise no sistema carcerário, o Ministro do STF, Luiz Roberto Barroso defendeu a legalização de drogas como meio de combater o tráfico e a superlotação dos presídios: "A primeira etapa, ao meu ver, deve ser a descriminalização da maconha. Mas não é descriminalizar o consumo pessoal, é mais profundo do que isso. A gente deve legalizar a maconha. Produção, distribuição e consumo. Tratar como se trata o cigarro, uma atividade comercial. Ou seja: paga imposto, tem regulação, não pode fazer publicidade, tem contrapropaganda, tem controle", disse Barroso. Será?

Observemos que naquele mesmo mês, o Paraná Pesquisas apurou que a grande maioria da população brasileira é contra a legalização das drogas. 70,9 % e 84,3 % são contrários à legalização da maconha e cocaína, respectivamente, sendo importante destacar que essa significativa rejeição ocorre em todas as classificações verificadas: regiões, sexo, faixa etária e nível de instrução.

O levantamento foi feito com 2020 pessoas em 146 municípios de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, com grau de confiança de 95% e margem de erro de 2%. Por outro, no final de 2015, o periódico uruguaio El Observador publicou que "Cifras oficiais confirmam que quase duplicou a plantação ilegal de maconha no Uruguai, que subiram de 621 em 2014 para 1.058 nos primeiros dez meses de 2015. Ao mesmo tempo, houve aumento no tráfico de maconha do Uruguai. Também não diminuiu o consumo letal de cocaína e de ecstasy, que segundo o ex-presidente José Mujica diminuiria com a legalização da maconha".

Certamente, a legalização da maconha está fracassada no Uruguai como elemento de combate ao tráfico e consumo de outras drogas e o ex-presidente que disse que voltaria atrás se não houvesse bom resultado, já não está mais no poder para cumprir a promessa. Creio que estes são mais elementos que comprovam que droga é grave problema de saúde pública e não assunto para ser resolvido politicamente.