Fora da curva

Rápida viagem pela história contemporânea permite algumas observações. Na América do Sul, a República Argentina, na época dos Generais, teve sua história manchada. A começar pela Escola de Mecânica da Armada - tradicional centro de tortura da época -, passando pelo sequestro dos filhos dos mortos no odioso regime, e terminando pela guerra levada a cabo pelo bandido Videla, a catástrofe se instalou no país vizinho.

O Chile, de Pinochet, também se destacou pela violência dos oficiais golpistas que ali imperaram, e que, motivados pela ganância, por se perpetuarem no comando da nação andina, infelicitaram famílias, mantiveram o povo sob os tacões, portaram-se com vilania fora do comum!

A Venezuela Bolivariana identifica-se atualmente como governo despótico, apoiado pela farda, onde a supressão das liberdades leva a caos anunciado, à disputa fraticida, à volta aos tempos inomináveis da prevalência da força sobre o Direito. Se necessário poderia se citar, nessa mesma linha, a Cuba dos Castros, o Haiti dos Docs, o Iraque de Sadam, a Líbia de Kadafi, e, principalmente, a belicista Coréia do Norte, faz tempo, governada pelo poder das armas, que mantém seu povo acuado e que assusta o mundo, entre outros.

No Brasil, tivemos, inclusive, aquele representante da caserna, que preferia o cheiro de cavalo ao do povo, e que, mesmo assim, reinava absoluto.

Por mais que procure, não consigo encontrar nenhum país em que o governo imposto pela força tenha se notabilizado, se transformado em exemplo a ser seguido.

Embora isso, no entanto, volta e meia, ouço, aqui e acolá, em vozerio que se engrossa, pessoas - quero crer, desavisadas -, que clamam pelo acesso dos militares à chefia do Executivo!

Síndrome de oriundos de Repúblicas das Bananas, se omitem do honroso encargo de, através das boas escolhas, promover as necessárias mudanças, retornando ao expediente, mais fácil, mas errôneo, de apelar por tutores despreparados e arbitrários!

É isso, ou serei eu o ponto fora da curva?