'Los Muertos'

Entre 31 de outubro e 2 de novembro, o povo mexicano comemora com festas muito animadas o Dia de los Muertos, ou seja, o Dia dos Finados, com direito a fantasias usualmente de esqueletos ou figuras relacionadas à morte, doces, festas, música e alimentos que eram os preferidos dos parentes falecidos, os quais acreditam possam visitá-los espiritualmente na data.

Um costume que adveio dos antigos astecas e se misturou ao catolicismo local em um mix que faz da morte algo normal e até festejável aos mexicanos. Aqui no Brasil, também temos o feriado do Dia de Finados em 2 de novembro, precedido do dia católico de todos os santos com toda a ritualística religiosa para reflexão. A data alusiva aos mortos, por outro lado, combina com o custo de vida que temos vivenciado: "pela hora da morte..." - frase que minha saudosa mãe costumava usar quando se deparava com preços absurdos.

Aliás, finados traz o comércio de ocasião (flores, velas, incensos e etc.); além deste, ainda temos o "Halloween", importado dos costumes norte-americanos e ingleses pelas escolas de idiomas e que ultrapassou o espaço escolar e se transformou em festa à fantasia, temática ao que referem como "dia das bruxas" especialmente para os jovens brasileiros, valendo ai o comércio de fantasias e enfeites ligados ao tema cuja origem não cristã é estranha ao feriado religioso católico, irônica contraposição do profano ao sacro e que acaba em comércio e consumo no aluguel ou venda de fantasias. Tudo envolvendo por fim o direito do consumidor e que, em meio à crise econômica atual, enseja um susto para todos com os altos preços "pela hora da morte"... é muito "terror" junto, não é mesmo?

Creio que o custo de vida brasileiro atual daria um bom thriller de terror para muitos diretores de Hollywood, certo? De todas as formas, lembre-se sempre que, como consumidor, até mesmo de produtos alusivos à época, você tem direitos e deve fazê-los valer diante dos fornecedores de bens de consumo e serviços.