Frankenstein

Até que ponto a tecnologia pode ser nossa aliada do dia a dia? Afinal, ela é vilã ou mocinha? Muita gente tem se perguntado como agir diante de filhos que ficam horas a fio trancados nos quartos sem comunicação nenhuma com a família, embora estejam conectados com todo o restante do mundo. Nos jantares e shows, onde as pessoas antigamente curtiam rever os amigos e apreciar o momento, com longas conversas "olho no olho", hoje são substituídos por ouvidos e sentidos atentos à qualquer vibração no bolso e olhares ávidos pela checagem da última mensagem.

Mas, é sem sombra de dúvidas que a Internet trouxe inúmeros benefícios à vida do homem. A comunicação instantânea e a propagação de informações em tempo real são algumas das vantagens, assim como poder localizar aquele parente ou colega de trabalho a qualquer hora, em qualquer lugar e, inclusive, podendo vê-lo enquanto fala com ele. A tecnologia, neste sentido, não só facilitou, como aproximou pessoas que moram em lados opostos, encurtando distâncias, e propiciando, no campo dos estudos, que as pessoas adquiram conhecimento de forma mais ampla. Entretanto, o mundo digital tem também um lado perverso. Muito se discute sobre a necessidade de não magoar egos ao não responder aquela mensagem de imediato, não atender aquela chamada (que deveria ser urgente) ou não responder aquele recado do melhor amigo em uma página da rede social. O imediatismo dos nossos tempos requer pressa. Em quase tudo.

A tecnologia também tem acabado ou modificado algumas funções, obrigando os profissionais e o mercado de trabalho a se adaptarem ao seu gosto. Hoje, tem que ser do jeito que ela quer, o que pode significar, em muitos casos, substituir a criatividade e a capacidade humana por um "cérebro virtual", pois o que importa é produzir em maior quantidade e com o menor custo possível. São tempos, definitivamente, difíceis para os sonhadores.

Resta-nos torcer para que não sejamos "engolidos" por uma máquina ou um sistema que comprometa tudo aquilo que o próprio homem criou. 

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