Saúde

Quem depende da rede pública de saúde, cada vez mais teme o que vai encontrar quando precisar de um atendimento de emergência, um exame de rotina, ou mesmo um medicamento de uso contínuo ou ainda de alto custo. Em Poá, por exemplo, diante do fechamento da Pediatria do Hospital Municipal Guido Guida, uma senhora ouvida pela reportagem do Dat se perguntava o que iria fazer caso precisasse de atendimento: sair correndo ou rezar para que as crianças não fiquem doentes? Infelizmente uma dúvida comum aos pais e responsáveis que perderam um importante serviço e não sabem a quem recorrer.

O caso chegou ao Ministério Público, acionado pelo Conselho Tutelar e o Conselho Municipal de Saúde, conforme noticiado ontem. E o problema ainda pode se agravar uma vez que a Prefeitura, alegando a crise financeira da cidade com a queda no repasse do Imposto sobre Serviços (ISS), levantou a possibilidade de cortar outros serviços na unidade, ou mesmo fechar de vez o hospital. O governo poaense já recorreu ao Estado e foi até Brasília tentar o apoio do presidente Michel Temer, mas, pelos desdobramentos recentes, de nada adiantou.

Será que realmente não há como manter o hospital funcionando com o mínimo que a população merece? A Prefeitura precisa encontrar uma solução. Afinal, a falta do serviço e o consequente atendimento precário -
segundo informações de uma conselheira tutelar, enfermeiros estariam fazendo a triagem das crianças - coloca em risco a vida dos pequenos poaenses.

O problema também afeta as cidades vizinhas, que receberão as crianças doentes, sobrecarregando ainda mais a rede pública da região, e assim repetindo o problema das gestantes na Santa Casa de Mogi, que esta semana restringiu o atendimento a pacientes de outros municípios devido à superlotação da UTI Neonatal. Com tantos problemas, recentemente tivemos algum alento com a aparente definição sobre o Hospital Auxiliar de Suzano, que no próximo ano deve realizar exames e integrar a rede regional. E assim seguimos, aguardando melhorias.