PC acha 'fábrica' de metralhadoras

Peças de madeira e ferro, inclusive molas, foram encaminhadas para a perícia
Peças de madeira e ferro, inclusive molas, foram encaminhadas para a perícia - FOTO: Divulgação
Uma pequena fábrica de metralhadoras foi desmantelada ontem em Ferraz de Vasconcelos pela Polícia Civil de São Paulo, em uma ação conjunta de agentes e investigadores do 44º Distrito Policial (DP) de Guaianazes, juntamente com policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) também da capital. Um homem foi preso e farto material foi apreendido.

O esquema, conforme explicaram os policiais, consistia na fabricação de armas caseiras com o mesmo potencial de letalidade que as industriais, tanto que, no local, um imóvel localizado na rua João Leite de Siqueira, no Jardim TV, em Ferraz de Vasconcelos, foi encontrada também farta munição, como cartuchos e projéteis de diversos calibres. Metralhadoras já montadas e peças separadas foram, igualmente, apreendidas.

As armas, segundo o que se pode constatar, são bem semelhantes às verdadeiras.

A fábrica clandestina de metralhadoras foi "estourada" pela Polícia Civil após investigações.

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), agentes do 44° DP receberam informações de que na casa eram montadas as armas. Eles, então, seguiram para o local com apoio do Garra do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Na residência, ainda conforme a SSP, foram encontradas cerca de cinco metralhadoras em fase de montagem e muita munição, algumas de calibre .50. Um homem que estava no local, de 34 anos, foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

Os policiais apuraram que as metralhadoras eram vendidas para terceiros. O suspeito, que não tinha antecedentes criminais, foi levado ao 44° DP, onde o caso estava sendo registrado até o fechamento desta edição.

As investigações sobre o caso também deverão prosseguir, com o objetivo de tentar prender os demais envolvidos e descobrir em quais situações essas armas eram utilizadas e desde quando a fábrica clandestina funcionava no local.

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