Quatro são detidos em ataque a ônibus

Artefatos para furar pneus foram apreendidos
Artefatos para furar pneus foram apreendidos - FOTO: Divulgação
Às 5h30 da madrugada de ontem, quatro homens foram detidos, suspeitos de terem apedrejado dois ônibus que prestam serviços para o município de Salesópolis e acusados de colocarem "miguelitos" para furar os pneus dos coletivos.

O tenente Dirceu e o cabo Murilha, do 17º Batalhão da Polícia Militar, detiveram o quarteto depois que a base da corporação informou pelo rádio que uma empresa de ônibus estaria sendo alvo de ataques a pedradas e que, logo na sequência, uma garagem de ônibus também estaria sendo "atacada". Eles foram informados de que um veículo Sandero prata estaria envolvido na ação. O veículo havia fugido no sentido Mogi das Cruzes.

Os PMs conseguiram avistar um automóvel com as mesmas características e resolveram interceptá-lo na rodovia Mogi-Dutra (SP-88). Os policiais abordaram os quatro ocupantes do carro, com placas de Mauá, e conduziram o grupo para o Distrito Policial (DP) de Salesópolis. Lá, eles foram ouvidos e o celular de um deles, que continha, segundo a polícia, mensagens possivelmente alusivas à ação, foi apreendido pela perícia para análise, assim como os outros aparelhos. 

Além das pedras que foram arremessadas contra os ônibus, foram jogados "miguelitos" (espécie de pregos soldados) no portão da garagem, para tentar impedir a saída dos veículos. Esses artefatos perfurantes foram localizados e apreendidos.

Os coletivos atacados, conforme salientou a Polícia Civil, onde a ocorrência foi registrada como "Dano qualificado, atentado contra a liberdade de trabalho e captura de procurado" (pois um dos homens detidos devia pensão alimentícia), seriam de uma empresa que atua no ramo do turismo e que presta serviços para a Prefeitura de Salesópolis.

Como havia também a suspeita de uma suposta desavença anterior entre a empresa e membros de um sindicato dos trabalhadores do ramo do transporte escolar da capital, representantes foram chamados e negaram qualquer envolvimento da entidade de classe nos episódios. O Dat procurou o porta-voz da empresa de ônibus e o advogado do sindicato, mas não conseguiu localizá-los. Os homens detidos negaram tudo. Eles foram liberados após ouvidos e somente o procurado ficou preso. O caso será investigado.

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