Polícia Civil descobre cemitério clandestino em Ferraz

Cadáveres foram achados próximos a escavações
Cadáveres foram achados próximos a escavações - FOTO: Divulgação
Uma investigação que já durava cerca de 30 dias levou a Polícia Civil de Ferraz de Vasconcelos a localizar um cemitério clandestino próximo à rua Itaprata, no bairro Jardim Soeiro, quase na divisa com o Itaim Paulista, em São Paulo. No local, foram encontrados três corpos masculinos ainda sem identificação. 

Em contato com a reportagem, o delegado do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes, Eduardo Boigues, revelou que o espaço pode ter sido usado pelo chamado 'tribunal do crime'. “Havia a informação de que estaria ocorrendo esse julgamento de criminosos realizados por outros criminosos. Houve um trabalho de inteligência, feito pelo 1º Distrito Policial de Ferraz, que levou até esse local, utilizado para a desova de corpos”, apontou o delegado. 

Ainda segundo Boigues, é possível que exista mais cadáveres no terreno. “É um lugar de vasta vegetação, então, é possível que ainda existam outros corpos, mas isso será investigado com o apoio do Canil (da Polícia Militar)”. 

Os mortos foram removidos do local e serão encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames necroscópicos e retirada de material, para futuros testes de DNA. As investigações sobre o cemitério clandestino serão feitas em conjunto com o 1º DP de Ferraz e o Setor de Homicídios. 

Outro assassinato 

Em Itaquaquecetuba, um ex-professor de jiu jitsu foi morto a tiros na rua Nemesio Candido Gomes, na Vila Virginia, com cinco tiros. Ainda segundo as primeiras informações, a vítima era usuária de entorpecentes. 

Uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local, uma vez que o indivíduo ainda respirava. No entanto, ele morreu logo depois da chegada do socorro. O autor do crime ainda não foi localizado. 

O 35º Batalhão de Itaquá informou que, até o momento, há o conhecimento de que a vítima teria se desentendido com outras pessoas que trabalham em um ferro-velho próximo ao local do crime. O caso será passado para o Setor de Homicídios de Mogi.

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