Diga não ao bullying!

Textos foram compartilhados para promover a conscientização em toda a escola
Textos foram compartilhados para promover a conscientização em toda a escola - FOTO: Fotos: Divulgação
Você já ouviu algum comentário maldoso sobre o seu corpo, o seu cabelo, o seu estilo ou até mesmo sobre a sua personalidade ou referente a algo que se tenha ou que se faça? Às vezes, eles são feitos em tom de brincadeira, mas, intencionalmente, visam chatear e às vezes até humilhar alguém. E, para isso, há um nome. Chama-se bullying. Um assunto sério e que merece ser discutido. Afinal, quem não ficaria triste em ouvir algo ruim sobre si próprio, não é mesmo?

O espaço educativo é um dos lugares onde mais há o registro dessa atitude nada legal. E, segundo educadores, criar ações que promovam a conscientização de crianças e adolescentes sobre a gravidade deste comportamento é o caminho. Foi o que ocorreu com a professora Rosemeide Ferreira, que leciona para uma turma do 5º ano na Escola Municipal Professora Lourdes Maria Prado Aguiar, de Mogi das Cruzes. Ela criou com os seus alunos o projeto Diga Não! Não Aceite o Bullying!

Conscientização

A atividade foi realizada em quatro etapas, começando com a leitura de um texto e uma roda de conversa sobre o assunto. Em seguida, eles levantaram as seguintes perguntas: O que é bullying? Por que ele ocorre? Como acabar com esse problema? Quais são as causas e consequências? Segundo a educadora, as respostas mostraram que todos já havia tido contato com alguém que passou pelo bullying. "A partir daí, partimos para a segunda etapa, que foi o diálogo com os pais. Eles levaram o tema para casa e coube aos alunos perguntar o que seus familiares sabiam sobre o bullying, as suas causas e consequências. Todos foram mutio participativos", explica.

Diálogo

Na terceira etapa, todos compartilharam as suas atividades, e, com base no que foi pesquisado e dialogado, eles tiveram a missão de produzir uma reportagem sobre o temática, para estendê-la a um público maior, em vista da sua importância. "Cada aluno fez a sua matéria, e, depois de todos dividirem as suas produções, a quarta e última etapa consistiu na realização de um texto único e coletivo utilizando as abordagens já mencionadas por eles", destaca Rosemeire.

Segundo a educadora, o resultado foi incrível, pois todos se envolveram com o tema, e notaram, na prática, a importância de sempre manter o debate em aberto, a fim de conscientizar, principalmente, aqueles que ainda veem o bullying como brincadeira.

Semeando ideias

A professora ressaltou que o gênero textual usado foi propício para estimular a investigação, a escrita e as ideias das crianças. "Todos ficaram motivados, e eu gosto de trabalhar com a linguagem jornalística, pois ajuda a criança a escrever melhor. E, além disso, amplia o seu conhecimento do mundo", finaliza.

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