Especialistas discutem meios para criar uma escola segura

Evento ocorreu no auditório do Centro de Educação e Cultura Francisco Moriconi
Evento ocorreu no auditório do Centro de Educação e Cultura Francisco Moriconi - FOTO: Felipe Claro
O fomento à informação em relação à segurança e prevenção nas escolas retornou nas discussões das instituições de ensino após os assassinatos ocorridos no dia 13 deste mês, na Escola Estadual Professor Raul Brasil. Ontem, durante uma capacitação de Prevenção e Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescente, que reuniu professores de Suzano e Ferraz de Vasconcelos no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, em Suzano, a dirigente regional de ensino, que abrange os dois municípios, Vera Lúcia Miranda, conversou com a reportagem e ressaltou a importância do tema. "Temos visto tanta coisa complicada ultimamente que é preciso dar apoio emocional, pedagógico e orientações técnicas para os professores saberem atuar na melhor forma de prevenção possível", disse.

Fatos isolados ocorrem de forma instantânea e os profissionais que atuam nas escolas necessitam levar às salas de aulas temas que envolvem a segurança. Para a dirigente, a educação começa em casa e se aprimora na escola. "Temos que mostrar para eles que é possível conviver com diferenças, que aceitem quando alguém diz não, e tudo isso com um vocabulário adequado. Sempre peço para primeiro ouvir e prestar atenção para que, a partir daí, ter um meio para trabalhar", explicou.

Ataque

Para Vera, o caso na Raul Brasil foi algo pontual e que jamais imaginou um fato de tamanha proporção ocorrer na cidade. "Sempre vemos isso na televisão, foi um choque muito grande, mas tivemos o apoio da Secretaria de Estado da Educação e da Prefeitura de Suzano. Já retornamos às aulas e os jovens têm a facilidade de renovação, alguns até nos surpreendem em querer ajudar, e juntos vamos nos fortalecendo". Já sobre o ocorrido anteontem na Escola Estadual Batista Renzi, a dirigente esclareceu que não foi um ato de grande proporção. Na ocasião, dois jovens brigaram próximo à escola e um deles acabou sendo ferido na cabeça com um canivete.

Cultura de Paz

A juíza Hertha Helena Rolemberg Padilha de Oliveira também esteve no evento e comentou sobre a importância da discussão. De acordo com ela, a escola é um reduto de segurança. "As crianças têm aquela figura de confiança no professor, então o profissional é capaz de verificar essas mudanças no comportamento. A violência é uma questão permanente e o que ocorreu em Suzano foi uma exteriorização extrema de alguém que está numa situação não conversada". A juíza também se disse contra a redução da maioridade penal, já que, "reduzir a maioridade para encarcerar mais cedo significa jogar o lixo debaixo do tapete da sala. Ao invés de limpar, esconde".

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