Posição equilibrada

Eram previstas resistência e oposição fortes ao novo governo. Todos sabíamos que não seria nada fácil governar e, passados cerca de dois meses e meio desde a assunção, ratificamos o fato. Os elementos que mais se opõem são os partidos e líderes contrários, ávidos para reconquistar os espaços e o poder perdidos.

A grande Imprensa, através de exageros com notícias negativas e, especialmente, com a torção de fatos, tornam negativos também essas ações corriqueiras na dialética socialista e, por fim, os grandes líderes políticos, acostumados com favores e cargos da velha política, os quais, à medida que são perdidos acendem a ira direcionada a Bolsonaro e seu time.

Há que se considerar que o novo governo ainda está tomando pé das situações; é claro, também, que o país não pode parar e, por isso, é mister que haja ações proativas e de manutenção das atividades básicas, por demais dependentes do Estado, enquanto se vai dissecando a máquina, com vistas ao seu enxugamento e otimização, afinal, a crise econômica que se estende por anos, exige aumento de créditos e redução de débitos para equilibrar a conta e, se não é possível aumentar impostos porque a sociedade não aguenta, restam cobrar dívidas, vender ativos e reduzir custos e despesas.

Se por um lado, há os opositores citados, por outro, há os partidos aliados, boas partes da Imprensa independente, das mídias sociais e do povo, os quais permanecem firmes apoiando esperançosos o novo governo. O debate esquerda x direita está ficando impossível, mas, afinal, o que, realmente, de negativo o atual governo tem feito?

Somos todos brasileiros e como tais, devemos, independentemente, de ideologia, buscar o bem do país e a pergunta que fica é: estamos agindo com conhecimento real, honestidade intelectual e sinceridade de propósito quando condenamos as ações do novo governo ou permanecemos apenas como papagaios da grande e contaminada mídia?