Mobilidade urbana

O visível e constante aumento no número de veículos e o crescimento da população geram demandas urgentes em relação à mobilidade urbana. De todas as cidades do Alto Tietê, Itaquá é destaque no aumento da frota, com 162% de crescimento no período de uma década. Em 2008, o registro estava em 46.713 e em 2018 passou para 122.484, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Já Mogi das Cruzes apresentou o menor aumento na frota, com 74% de expansão de veículos em uma década, o que não significa que o tema mobilidade urbana não seja uma prioridade.

Em Itaquá, a Secretaria de Transportes realiza estudos em trechos de maior volume e ações que melhorem a fluidez do trânsito, como implantação de semáforos, extinção de rotatórias, além da análise das estatísticas de acidentes no trânsito. Em Mogi, onde foi registrada a menor expansão da frota de veículos, as intervenções feitas pela pasta de Transportes são divulgadas constantemente por este jornal, como mudanças no trânsito do Shangai, que ofereceram uma alternativa mais segura com a construção da passagem subterrânea Engenheiro Osvaldo Crespo de Abreu para o acesso dos motoristas que dirigem da região central com destino ao Centro Cívico e o Mogilar, dentre outras.

A tarefa para conquistar os recursos estaduais visando melhorias no setor é árdua, mas precisa ser tratada com afinco. Ontem, noticiamos que os secretários municipais de Transportes, José Luiz Freire de Almeida; e de Obras, Walter Zago, ambos funcionários da Prefeitura de Mogi, estiveram em Brasília, onde se reuniram com o secretário nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos, Jean Carlos Pejo, para buscar recursos para obras e serviços. Existem demandas mais urgentes, sim, como segurança e educação, mas chegamos a um ponto em que é visível as más condições para motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas e, medidas devem ser pensadas a partir de já, para que as ações necessárias possam ser feitas de maneira planejada, e não desordenada.

As prefeituras colocam o tema como prioridade. Nada mais sensato.