Tempos estranhos

Apenas 50 anos foi o suficiente para que se completasse a transformação de valores absolutos em relativos; o senso de estranheza se deve ao surgimento da cultura e da filosofia pós-moderna. Quando, como arauto de Deus, você fala sobre verdade, significado e moralidade, atrai das pessoas olhares fixos e rostos sérios como reprovação, perplexidade e diminuta aprovação.

O pós-modernismo desenvolveu-se primeiramente entre acadêmicos e artistas, mas espalhou-se rápido como novo movimento cultural que veio para substituir a modernidade da razão e a fé no Absoluto pelo nada do existencialismo. Esse mundo pós-moderno apresenta características básicas que têm como objetivo a destruição da moral e da ética cristã: 1- A desconstrução da verdade: por ser absoluta, dedutiva, estabelecida por Deus e aceita pelo homem através da fé, segundo eles, deve ser colocada em seu lugar a verdade relativa, indutiva, construída pelo homem, feita e não revelada. 2- A morte da metanarrativa: por ser verdade absoluta, única, universal e fixa tem de ser, por eles, resistida e desconstruída por afirmar mais do que se pode provar, e mais, por ser opressiva.

O cristianismo não tem sentido sem o evangelho que é a metanarrativa de todas as metanarrativas. Jesus revelou ser "o caminho, a verdade e a vida", e que ninguém vem a Deus senão por Ele. Essa afirmação desagrada à mentalidade pós-moderna. Nossa história começa com a Criação realizada pelo soberano e onipotente Deus, e não com a Evolução, e continua na Queda da humanidade no pecado e na redenção por meio da obra vicária de Cristo na cruz, promessa do céu para os salvos e castigo eterno para os perdidos, essa é a nossa metanarrativa que transforma a vida e o mundo.

A verdade bíblica não é verdadeira tão somente para nós, ela é a Palavra de Deus e é para todos; essa afirmação é ofensiva à cosmovisão pós-moderna que acusa de opressão todos que afirmam a verdade como universal. O cristianismo revelado jamais será desconstruído pelo homem.

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