Esforço redobrado

A trama de Elizabeth Jhin é passada em dois tempos, essa a razão da duplicidade em cena, e um desses destemidos atores é o experiente Felipe Camargo, que interpreta Américo, nos dias atuais, e Eugênio, um homem dos anos 1930
A trama de Elizabeth Jhin é passada em dois tempos, essa a razão da duplicidade em cena, e um desses destemidos atores é o experiente Felipe Camargo, que interpreta Américo, nos dias atuais, e Eugênio, um homem dos anos 1930 - FOTO: Divulgação
Chegando a seus momentos derradeiros, o último capítulo será em 1º de abril, a novela das 18 horas da Globo, "Espelho da Vida", exigiu de seu elenco um esforço redobrado, pois, para diversos deles, a trama fez com que estivessem em dois mundos, assim, vivendo personagens distintos. A trama de Elizabeth Jhin, que tem direção artística de Pedro Vasconcelos, é passada em dois tempos, essa a razão da duplicidade em cena. Um desses destemidos atores é o experiente Felipe Camargo, que nos seus 37 anos de carreira, interpreta Américo, nos dias atuais, e Eugênio, um homem dos anos 1930.

"É um desafio fazer esses dois personagens numa novela só, e, no meu caso, ambos são ricos e contraditórios", conta Felipe Camargo, aos 58 anos. Na história, que se passa em dois tempos distintos, ele vive, nos dias atuais, esse homem cheio de malandragem, que quer mesmo é se dar bem, o Américo, pai de Cris, interpretada por Vitória Strada, que também teve o papel duplicado, sendo, no passado Julia Castelo, filha de Eugênio, esse mesmo Felipe Camargo que agora tem essa personalidade do mal. 

O ator explica que faz parte da profissão se desdobrar em diversas personas e o que o ajudou a lidar com esses dois tempos e dois personagens foi ter trabalhado bastante com o presente, em um primeiro momento, e conta como criou os tipos. "Acho que Eugênio veio de uma forma muito intuitiva, seguindo as orientações do Pedro (Vasconcelos), mas tudo partiu dessa grande história da Beth, e esses personagens maravilhosos", explica, complementando com informações sobre seus papéis. 

Para montar seus personagens, Felipe avalia a história de cada um e cria características deles para si. "No caso do Américo, acho que ele é um Macunaíma, um anti-herói, que acredita que num golpe, numa jogada de sorte, de esperteza, vai resolver seus problemas e ficar bem na vida sem esforço", avalia. Segundo o ator, seu trabalho é feito de forma pessoal, nessa transição de um personagem para outro. "Claro que estudo o personagem, mas confesso que é uma coisa muito intuitiva, não fico pensando em um e em outro".

Felipe brinca com essa complicada dualidade que a profissão propicia. "Teve época de estar fazendo teatro e TV ao mesmo tempo, fazer um outro personagem é loucura do ator, tem momentos que faço os dois no mesmo dia, mas eu estou aqui consciente, no comando, e às vezes até não (risos), é engraçado, acho que atuar é estar aberto".  

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