Marcus Melo vai comandar o Comitê da Bacia Hidrográfica

Eleição é definida entre representantes do governo, da sociedade civil e municípios
Eleição é definida entre representantes do governo, da sociedade civil e municípios - FOTO: Divulgação
O prefeito Marcus Melo (PSDB) presidirá o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê no biênio 2019/2021. A eleição para o cargo foi realizada na última sexta-feira, em São Paulo, e garantiu a Melo a missão de administrar a gestão do colegiado regional e estratégico, corresponsável pela gestão dos recursos hídricos em uma área compreendida por 36 municípios. Dela fazem parte os reservatórios de Paraitinga, Ribeirão do Campo, Ponte Nova, Biritiba Mirim, Jundiaí, Taiaçupeba, Bilings, Guarapiranga, Pirapora, as represas do Sistema Cantareira e Pedro Beicht. Cerca de 20 milhões de pessoas vivem na área gerenciada pelo comitê.

A eleição do novo presidente é definida entre representantes do governo do Estado, da sociedade civil e dos municípios. "É um desafio enorme e uma grande responsabilidade, mas estou agradecido pelo resultado da eleição e confiante de que faremos um bom trabalho. Trago a experiência de ter comandado uma autarquia como o Semae, no momento em que enfrentamos a maior crise hídrica do Estado, e pude conhecer em detalhes o funcionamento dos sistemas produtores de água. Faremos o máximo para cumprir as metas e objetivos do comitê", afirmou o prefeito mogiano.

Entre essas metas estão a capacitação continuada aos municípios, além da agilização dos repasses do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), o estímulo a uma maior participação dos municípios no comitê e também das Prefeituras e de seus representantes nos Subcomitês existentes: Alto Tietê-Cabeceiras, Cotia-Guarapiranga, Juqueri-Cantareira, Billings-Tamanduateí e Pinheiros-Pirapora.

Outro objetivo de Melo será a definição e a execução de um plano de gestão hídrica, que incluirá ações como planos de contingência das barragens, com uma análise permanente da situação de cada uma delas, priorizando trocas de informações de forma ágil e direta com os municípios. Durante a crise hídrica e 2014, o Estado de São Paulo enfrentou a escassez de água, e atualmente os desafios incluem administrar o excesso de chuva, como acontece este ano: "Temos que conciliar essas duas realidades e trabalhar de forma sintonizada com as cidades, buscando a melhor gestão dos recursos hídricos", frisou.

A eleição para o Comitê que definiu o prefeito mogiano como presidente teve como resultado ainda a indicação de Amauri Pollachi, representante da sociedade civil, como vice-presidente; e Luiz Fernando Carneseca, do DAEE, como secretário. 

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