Artesp pode mudar de ideia e deixar Mogi-Dutra sem pedágio

Renata Dantas, diretora da Artesp, recebeu Nelson Batalha, presidente da AEAMC
Renata Dantas, diretora da Artesp, recebeu Nelson Batalha, presidente da AEAMC - FOTO: Mariana Acioli
Tamanho foram os impactos das manifestações contrárias ao projeto de instalação de uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra (SP-88) que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), responsável pela proposta, já estuda alternativas para eliminar o posto de cobrança. A resposta concreta sobre estes estudos deve ser feita no próximo mês, após o período de análise integral das mais de 400 contribuições e reivindicações feitas pela sociedade.

A informação foi passada à comissão de associações mogianas que estiveram ontem em São Paulo, na sede do departamento, que ouviram da diretora-geral em exercício da Artesp, Renata Peres Dantas, alternativas para a mudança no projeto de concessão, com o intuito de eliminar o posto de cobrança. Tal possibilidade estaria ainda condicionada a uma Parceria Público Privada (PPP) entre a concessionária vencedora da licitação e o governo do Estado, como parte do aporte financeiro em compensação da retirada do pedágio na Mogi-Dutra

A equipe de reportagem do Mogi News esteve na sede da agência na tarde de ontem para acompanhar a reunião e também foi informada de tais possibilidades.

Por parte da Artesp, o momento é de tratar as contribuições feitas pela sociedade civil para uma "tomada de decisão consciente", como disse a diretora-geral do departamento, Renata.

"Não há interesse nem da agência nem do Estado de uma concessão que não traga benefícios à população, muito pelo contrário. O papel da Artesp agora é estudar essas contribuições e apresentar as possibilidades a quem toma essas decisões, que é o governador e secretários" se referindo ao governador João Doria (PSDB) e seus subordinados.

Além disso, a representante da agência afirmou que a tomada de decisão neste momento não pode ser feita de forma radical a ponto de perder a viabilidade financeira do projeto de concessão como um todo.

Um dos representantes dos moradores do condomínio Aruã, responsável pelas manifestações populares nos últimos meses na cidade, Paulo Boccuzi, afirmou que percebeu certa sensibilidade dos diretores da Artesp em relação às reivindicações feitas pela comitiva mogiana. "Eles se mostraram muito receptivos às nossas reivindicações e sensíveis ao tema. Insistiremos até que essa proposta seja descarta", pontuou Boccuzi.

Comitiva

Participaram do encontro o presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes (AEAMC), Nelson Bettoi Batalha, o presidente da Associação de Adquirentes de Lotes em Aruã, Luiz Bonora, o presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, Gildo Saito Takeo Saito e a engenheira Jane Hallage, filha do engenheiro Jamill Hallage.