Capital precisará de mais mil leitos

Hospital de campanha foi instalado no Pacaembu
Hospital de campanha foi instalado no Pacaembu - FOTO: Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo
Pelo ritmo de disseminação dos casos de coronavírus (Covid-19), a cidade de São Paulo vai precisar de pelo menos mil leitos de UTI até o final de abril, período que se espera ser o mais agudo do espalhamento do vírus, segundo o secretário da municipal de Saúde, Edson Aparecido.

A afirmação foi feita ontem, no Hospital Municipal da Brasilândia, na zona norte da capital, onde devem ser oferecidos 150 leitos de UTI em 40 dias e mais 30 leitos de enfermaria.

Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), a expectativa é de um acréscimo de 725 leitos de UTI. A Prefeitura já anunciou que serão oferecidos 2 mil leitos de baixa e média complexidade no parque de exposições Anhembi e no estádio do Pacaembu, onde estão sendo construídos hospitais de campanha, e mais 100 leitos de UTI serão construídos no Hospital de M'Boi Mirim.

Covas insistiu neste sábado na necessidade de a população manter o isolamento para evitar a disseminação do vírus e enfatizou que "vários estudos demonstraram quanto o isolamento se refletiu no achamento da curva da expansão da doença na cidade, reduzindo as expectativas iniciais de pessoas contaminadas e do número de mortes".

O prefeito disse que o isolamento é uma "questão humanitária, de respeito ao próximo" e que "não existe dicotomia entre saúde e economia". (E.C.)

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