'Aniversário será dentro de casa'

Um aniversário diferente, sem eventos públicos e aglomerações nas ruas. Assim pede - e espera - o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) para a comemoração do 71º aniversário de Suzano, celebrado hoje. O motivo, claro, diminuir os casos do novo coronavírus (Covid-19).

Em entrevista exclusiva ao Grupo Mogi News o chefe do Executivo municipal comentou sobre os reflexos da doença e ressaltou as dificuldades da administração no ano passado.

Mogi News: A cidade passa por um momento único, inclusive com o fechamento do comércio. Quais os reflexos que o coronavírus trará para Suzano?

Rodrigo Ashiuchi: Suzano tomou medidas no alcance municipal, prolongando o pagamento de impostos, tirando multas, entre outras. Neste momento, estamos pensando na saúde pública e, assim que passar essa onda, Suzano continuará forte ao lado do empresário, dos comerciantes. No que depender de mim, pode ter certeza que a economia vai se recuperar.

MN: O senhor já falou da necessidade de aproximação com os empresários, feito que o senhor tentou neste último ano. Como conseguir trazer empresas internacionais neste momento difícil da economia?

RA: Desde quando entramos (na prefeitura) estamos trabalhando no relacionamento com os empresários e comerciantes, dos pequenos aos grandes. Se analisar na nossa gestão, Suzano é o município que mais gera emprego disparado no Alto Tietê, grandes empresas estão investindo. A prefeitura tem um papel de preparar a cidade. Os empresários voltaram a ter confiança.

MN: Essa relação com o empresariado foi mostrada neste ano, quando a HBR comprou o Suzano Shopping?

RA: Eu participei desta conversa desde o início com o senhor Henrique Borenstein. Uma negociação dessa gera um reflexo positivo. Quando vemos investimentos deste porte na cidade quer dizer que o município vai bem, e se isso acontece, todo mundo acaba ganhando no final. E não foi só o Suzano Shopping, outros diversos empreendimentos estão recebendo melhorias.

MN: Neste ano, Suzano finalizou a Marginal do Una. Qual a importância desta via? A finalização da obra representa um marco para a cidade?

RA: Por mais de duas décadas Suzano esperava a conclusão do projeto. Mas, mais que uma obra viária, a Marginal do Una influencia no desenvolvimento e mobilidade, diminuindo o tempo que as pessoas perdem no trânsito. Então, é muito gratificante, depois de duas décadas, entregar um obra viária como essa, que melhora a vida das pessoas.

MN: Muitos moradores alegam que a cidade ainda é insegura. Como reverter essa situação?

RA: A segurança é um pacote completo, lógico que é um problema nacional, mas Suzano caminha firmemente para reduzir índices (leia mais na página 12). São 80 câmeras atualmente interligadas na Central de Segurança Integrada (CSI) que conseguiram ajudar muito. Compras de viaturas, criação do Romu, reforço no canil, Maria da Penha. Tudo isso para melhorar a segurança.

MN: O caso da Escola Estadual Professor Raul Brasil ocorreu pouco antes do último aniversário da cidade, mas os reflexos e as consequências ficaram para ser tratadas no último ano. O que foi feito para minimizar os impactos do atentado na unidade?

RA: Tivemos ações na saúde mental, como os 24 mil atendimentos realizados. Criamos o botão do pânico para conflitos nas escolas. O momento de luto pode diminuir, mas não iremos apagar o caso dos nossos corações.

MN: A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Suzano afirmou ser favorável à manutenção do calendário das eleições municipais. O que o senhor acha deste posicionamento e se acredita que essa situação da doença pode atrapalhar as eleições municipais neste ano?

RA: Acredito que este não seja o momento para pensar em campanhas eleitorais. Estamos enfrentando uma pandemia do novo coronavírus, focados em proteger as famílias suzanenses e potencializando os trabalhos da Saúde, e também com o objetivo de minimizar os impactos dessa crise na cidade.

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