Marginal do Una e estação da CPTM agilizam a mobilidade

Para o funcionamento do comércio pulsante e das indústrias da cidade, a mobilidade urbana de Suzano recebeu uma grande aliada no último ano: a conclusão das obras da avenida Governador Mario Covas Júnior, a Marginal do Una. Com investimento de R$ 10,1 milhões e quase 30 anos de espera pelos moradores, a via foi inaugurada em dezembro passado sob forte presença de público e de personalidades políticas.

Com a revitalização das avenidas Francisco Marengo e Vereador João Batista Fittipaldi, a finalização do trevo do Dona Benta e as intervenções na rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), a liberação da Marginal do Una compôs um novo corredor entre as regiões norte e sul da cidade.

Mas se engana quem pensa que estas quase três décadas de espera foram amenizadas pela inauguração recente. Boa parte da população ainda vê a via como um símbolo de má gestões e de descompromisso com o município. Promessas, reivindicações, tempo e dinheiro perdidos fizeram com que a via fosse vista sob uma perspectiva negativa. A finalização, o novo acesso construído na cidade e a beleza da marginal mudaram um pouco este sentimento.

Estação da CPTM

A linha ferroviária que passa por Suzano teve sua construção iniciada em 1869 pela Companhia São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da Estrada de Ferro do Norte, que seria incorporada pela Estrada de Ferro Central do Brasil em 1890.

Na primeira década do século XX, o desejo de uma nova estação para passageiros na região onde hoje se encontra Suzano foi alcançado após forte movimentação das lideranças locais. As reivindicações por melhores instalações da parada de trens foram levadas ao engenheiro da ferrovia, Joaquim Augusto Suzano Brandão da Estrada de Ferro Central do Brasil que, após desenvolver criterioso estudo, atendeu às reivindicações, por meio da inclusão das desejadas obras em seu plano de trabalho e as chefiou. No ano de 1894 o povoado recebeu uma nova estação, rebatizada de Guayó, e que passou a ser Estação Suzano em 1907.

Reformas

No início de 2011, começaram as obras para implantação da nova estação, no entanto, não avançaram muito, pois surgiram problemas de desapropriação de imóveis. Em meados de 2012 começou a instalação da estação provisória pouco à frente da antiga, onde ficavam os imóveis demolidos. Em 27 de janeiro de 2013 o espaço começou a funcionar, a antiga foi demolida para que a nova e mais ampla fosse erguida. Inicialmente, a data de entrega do novo prédio chegou a ser cogitada para dezembro de 2012, depois adiada para o final de janeiro de 2016 e, finalmente, entregue em fevereiro do mesmo ano.