A peste II

A Guerra dos Cem anos (1337-1453), entre França e Inglaterra, empobreceu varias regiões da Europa, sendo momento propício para a "peste negra" eliminar cerca de 75 a 200 milhões de pessoas, um terço da população do velho continente.

O resultado dessa luta longa e insana destruiu os campos, devastou as plantações e rebanhos, abrindo as portas da fome e da morte. A peste da gripe espanhola aconteceu de janeiro de 1918 a dezembro de 1920, no final da 1ª Guerra Mundial. Foi uma pandemia do vírus Influenza que se espalhou por quase toda a parte do mundo, frequentemente mortal, do tipo A do subtipo H1N1. Contaminou mais de 500 milhões de pessoas (27% da população mundial na época) e ceifou 17 a 50 milhões de vidas pelo mundo, talvez 100 milhões, sendo considerada uma das mais letais da história da humanidade. As graves epidemias têm acontecido durante, ou após, às grandes guerras, surgidas do flagelo deixado a retaguarda como desequilíbrio ambiental, econômico e social.

O presidente eleito Rodrigues Alves foi uma das vítimas da gripe espanhola que o matou antes da sua posse em 15 de novembro de 1918. Se epidemia fosse riqueza estaríamos muito ricos: dengue, H1N1, zika, chikungunya, febre amarela, sarampo, todas de uma vez. Haja resistência na "trincheira" do nosso corpo para enfrentar essa grande batalha: máscara, lavar as mãos, álcool em gel, tossir no braço em vez de encobrir a boca com as mãos, afastar de um a dois metros do próximo, não cumprimentar, abraçar e beijar. Se o coronavírus fosse de Itu, bem visível, e não da China, a gente matava o bicho a paulada!

O povo de Israel antes da saída do Egito comemorou a Páscoa imolando um cordeiro em cada família, e por ordem divina aplicou o sangue do cordeiro na verga da porta de suas casas. Quando, à noite, o anjo da morte passou sobre o acampamento judeu, e viu aquele sinal, livrou da praga mortal os seus primogênitos. O que não aconteceu com os egípcios. Aplique também, pela fé, o sangue do cordeiro em seu coração.