Um passo para trás

Como dito por algumas personalidades políticas: "Parece que estamos em um filme de ficção científica, no qual há um vírus mortal que foi disseminado e as pessoas não podem sair de suas casas". Via de regra, a sinopse até que descreve bem o que foi a última semana nos grandes centros do Alto Tietê devido à Covid-19.

Uma breve caminhada pelo centro de Mogi das Cruzes, por exemplo, em frente ao Largo do Rosário, ou em Suzano, próximo à praça Cidade das Flores, fica evidente que, tanto para as autoridades quanto para a maioria da população, o assunto é sério.

Se você, leitor, não possui ao menos um certo receio do momento ímpar que a humanidade atravessa, desculpe, mas está mal informado. O prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), relembrou que "a cidade nunca passou por um momento que resultasse no fechamento de todo o comércio". Isso vale para as outras cidades também.

Mesmo diante dessa fase, a pressão relatada pelas prefeituras para a reabertura do comércio é grande, mas não maior que os alertas de especialistas em Saúde Pública. "Ah, mas o governo está sendo muito alarmista", comentam alguns. Vejamos o que diferencia o Brasil da Itália diante dessa pandemia. A idade média da população? O clima? Talvez isso seja pouco para desrespeitar as medidas restritivas e abandonar a quarentena. Afinal, o seguro morreu de velho.

Independentemente dessa discussão, fica evidente que o reflexo do coronavírus será muito maléfico ao Comércio e à Saúde. Logo, por segurança, mesmo que excessivas para alguns, é importante que o poder público seja contundente nas ações na tentativa de minimizar os inevitáveis estragos que já vêm sendo causados. Do mesmo modo que há quem critique, também há aqueles que elogiam o "excesso" de precaução.

Não vamos esquecer que o novo coronavírus é letal e ataca pessoas de todas as idades. Saúde em primeiro lugar. A economia? Essa estava em recuperação desde a crise política-econômica instalada pelos últimos políticos que controlaram o país. Agora, por motivos mais nobres - salvar vidas - daremos um passo para trás.