Corte na Capes afeta pesquisas antivírus

Apesar de a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação, ter lançado anteontem um programa emergencial para apoiar pesquisas voltadas ao enfrentamento de surtos, um corte de bolsas instituído por portaria no dia 9 já afeta grupos de pesquisa que buscam justamente respostas à pandemia de Covid-19.

Ao menos três programas de pós-graduação que se organizaram para trabalhar com os desafios do coronavírus - e têm notas 6 e 7 na avaliação da Capes - sofreram redução de recursos. Um ofício foi enviado a pró-reitores de pós, informando que houve equívoco nas reduções e "serão restituídas cerca de 6 mil bolsas", mas os pesquisadores ainda vivem insegurança.

É o caso do médico Guilherme Camargo Brito, de 26 anos, 1º lugar no Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde da PUC-RS. Pelo bom desempenho, tinha recebido da coordenação a certeza de que teria bolsa, que seria paga a partir de março. (E.C.)

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