Quarentena é prorrogadapor mais 15 dias em SP

Covas e Doria anunciam decisão de manter as regras para o isolamento social
Covas e Doria anunciam decisão de manter as regras para o isolamento social - FOTO: Governo do Estado de São Paulo
O governo de São Paulo prorrogou a quarentena no Estado para retardar a propagação do coronavírus, que venceria no próximo dia 22, quarta-feira. Agora, a medida vale até o dia 10 de maio. De acordo com o governador João Doria (PSDB), a medida vale para os 645 municípios paulistas e tem por objetivo evitar o colapso do sistema de saúde.

Havia a discussão se a ampliação valeria em todo o Estado, uma vez que dirigentes vêm recebendo pressões de prefeitos do interior para liberar aberturas parciais do comércio em cidades onde a doença ainda não chegou.

São Paulo é o Estado com maior número de mortes e casos confirmados do coronavírus no país (veja box). O sistema de saúde estadual e municipal já sofrem com sobrecarga em leitos de UTI, principalmente na capital e na Região Metropolitana.

De acordo com o governo do Estado, a taxa de isolamento se manteve em 50% na quarta-feira, número registrado tanto na segunda quanto na terça-feira. O ideal para controlar a disseminação da doença, segundo a gestão Doria, é 70%. O governo afirma que uma taxa baixa de adesão pode fazer com que o número de leitos disponíveis no sistema de saúde não seja suficiente para atender à população.

Diante da lotação nos leitos de UTI nos hospitais públicos da Grande São Paulo, o governo do Estado abriu possibilidade para transferir pacientes para centros médicos do interior, onde a pressão por atendimento em decorrência do coronavírus ainda não é tão forte.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse ontem, em coletiva de imprensa, que a capital já registrou mortes por Covid-19 em todas as regiões. O tucano afirmou que, embora haja esforços do poder público para ampliar o número de leitos na cidade, "os hospitais estão ficando lotados, mesmo com novas vagas".

Bruno Covas também disse que estuda a possibilidade de fazer um chamamento a hospitais da rede particular para que pacientes da rede pública possam ser tratados em instituições privadas que tenham leitos vagos - uma vez que os leitos em hospitais públicos já começam a faltar.

 

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