Doria anuncia reabertura da atividade econômica

Governador agradeceu a média de 57% de isolamento social conseguida no feriado
Governador agradeceu a média de 57% de isolamento social conseguida no feriado - FOTO: Governo do Estado de São Paulo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou ontem a reabertura da atividade econômica no Estado a partir de 11 de maio. Segundo ele, a retomada da economia em São Paulo é possível pois o governo conseguiu controlar a curva de infecções do novo coronavírus e a ocupação de leitos dos hospitais para o tratamento dos paulistas com a Covid-19.

Doria ainda comemorou a taxa média de 57% de isolamento social registrada pelo governo estadual no feriado de Tiradentes. "Agradeço à população. 57% é um número bastante razoável. Nós buscamos estar acima do índice de 60%, o que ocorreu em algumas cidades", disse o governador.

Ao anunciar o plano de reabertura gradual da economia, Doria criticou todos os cidadãos que descumpriram as determinações do governo estadual e das prefeituras sobre o coronavírus. Classificando-os como "inimigos da vida", Doria afirmou que pediu resposta dos oficiais de segurança pública ao descumprimento. "Desrespeitaram, sem máscaras, as orientações do governo e da Prefeitura de São Paulo" e "se tornaram amigos e defensores do vírus e inimigos da vida", afirmou.

O governador ainda afirmou que recomendou aos oficiais de segurança pública que tomem medidas contra quem estiver "sabotando a saúde e os profissionais de saúde". "Façam suas manifestações de forma segura, pela internet, mas não sejam irresponsáveis de fazerem isso na rua, nas avenidas de São Paulo, e ainda tentando bloquear algumas vias da cidade", alertou o tucano.

Sobre a reabertura gradual da economia em algumas cidades do Estado, o governador afirmou que levará em conta situações locais, regionais e setores que possam retomar a economia com as devidas medidas de proteção.

Projeção

O governo de São Paulo divulgou também uma projeção de que o Estado terá 3,2 mil mortes por coronavírus dentro de duas semanas, em 3 de maio, quando a doença deverá atingir seu pico. Dessa forma, o número de mortos seria multiplicado por três, dadas os atuais 1.134 casos fatais registrados no Estado.

"Nós esperamos, com a eficiência das nossas terapias, manter um número mais baixo de mortes, disse o secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann, durante apresentação dos dados. Essa projeção considera a taxa de contaminação atual.

Germann e o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência da Covid-19, afirmaram que as medidas para incentivar o isolamento social no Estado têm dado resultado, uma vez que o crescimento de novos casos em São Paulo ocorre em taxas menores ao do Brasil e outros países. "São Paulo conseguiu achatar a curva, não temos mais dúvida", garantiu Uip.

Germann afirmou ainda que 74% dos leitos de internação em UTIs na Grande São Paulo estão ocupados, mas que essa ociosidade é maior no interior. No Estado, o índice é de 53% dos leitos ocupados. O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, responsável pela rede de laboratórios que está fazendo testes para Covid-19, afirmou que a fila de espera para análise de exames, que já chegou a 20 mil amostras, foi zerada no feriado.

Deixe uma resposta

Comentários