Bolsonaro desmente interferência na PF

"Estamos fazendo o possível", diz presidente - FOTO: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contestou Sérgio Moro após o ex-juiz da Lava Jato e agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública anunciar sua demissão acusando o chefe do Planalto de interferência na Polícia Federal. "Oras bolas, se eu posso trocar um ministro, por que não posso trocar o diretor da Polícia Federal?", questionou Bolsonaro em discurso no Palácio do Planalto.

Bolsonaro exonerou o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, do cargo, levando Moro a pedir a demissão. O chefe do Executivo federal se queixou de, na avaliação dele, a PF dar mais atenção ao assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) do que ao atentado contra ele na campanha presidencial.

"Será que é interferir na polícia federal exigir, quase que implorar o Sérgio Moro para que apure quem mandou matar Jair Bolsonaro? A Polícia Federal de Sérgio Moro mais se preocupou com Marielle do que com seu chefe supremo. Cobrei muito eles aí. Não interferi." Autonomia, de acordo com Bolsonaro, não é "soberania".

O presidente afirmou ainda que Moro condicionou a demissão de Maurício Valeixo a uma indicação para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Já que ele falou em algumas particularidades, mais de uma vez o senhor Sergio Moro disse pra mim: você pode trocar o Valeixo sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o STF. É desmoralizante um presidente ouvir isso", afirmou Bolsonaro. (E.C.)

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