Presidente da Câmara de Poá é investigado por improbidade

Vereador foi procurado pela reportagem, entretanto não respondeu às ligações
Vereador foi procurado pela reportagem, entretanto não respondeu às ligações - FOTO: Mariana Acioli
O presidente da Câmara de Vereadores de Poá, David de Araújo Campos (PL), o Tio Deivão, está sendo investigado desde o começo do ano, pelo Ministério Público (MP), por improbidade administrativa relacionada a uma funcionária fantasma, que estava nomeada como chefe de Gabinete do vereador.

De acordo com a denúncia, a ação que tramita na 1ª Vara Cível do Fórum de Poá, se baseia em uma investigação que traz indícios de que Deivão teria nomeado uma mulher para exercer o cargo de chefe de Gabinete durante o mandato, no entanto, a suposta funcionária nunca apareceu na Câmara.

Ainda segundo investigações do Ministério Público, quem de fato ocupava a função de chefe de gabinete era uma outra mulher que exercia as mesmas atividades e que possuía o mesmo cargo perante os outros funcionários do gabinete do presidente do Legislativo poaense.

O documento aponta que muitas informações foram fornecidas por diversos testemunhas de ex-funcionárias do gabinete do vereador e outras pessoas que confirmaram os fatos levantados pela investigação do MP.

Além das testemunhas, o documento também aponta que a suposta funcionária fantasma efetuava, todo os meses, uma transferência de R$ 500 para a conta da mulher que realmente exerceria a função. Além dos extratos bancários que comprovam os depósitos realizados e as folhas de ponto da suposta chefe de Gabinete.

Segundo as investigações, a prática teria sido orquestrada porque a mulher que atuava verdadeiramente como chefe de Gabinete não tinha curso superior, o que a impediria de ser nomeada para o cargo.

Na ação o Ministério Público pede a condenação do vereador e das duas mulheres pela prática de improbidade administrativa com a condenação de todos à devolução dos valores recebidos, um total de R$ 87.595,27, mais a perda do cargo público de vereador e cassação dos direitos políticos dos envolvidos.

O vereador e as duas mulheres foram citados no começo do ano e até o momento não se manifestaram no processo, no entanto, por causa da pandemia do coronavírus (Covid-19), os prazos processuais estão suspensos. A reportagem tentou entrar em contato com o vereador, mas até o fechamento dessa edição não houve retorno do parlamentar ou da equipe.

*Texto supervisionado pelo editor.

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