Linhas movimentadas podem ter adequação nos horários

Redução no número de passageiros chegou a 72%, segundo avaliação feita pela Prefeitura de Mogi
Redução no número de passageiros chegou a 72%, segundo avaliação feita pela Prefeitura de Mogi - FOTO: Mogi News/Arquivo
A Prefeitura de Mogi das Cruzes acompanha as operações do sistema de transporte coletivo na cidade e estuda novas adequações nos horários de maior movimento de passageiros durante as viagens, por conta das mudanças efetuadas em virtude do combate ao coronavírus. A linha com destino ao bairro Vila Cintra, via avenida Japão (E112), por exemplo, é uma das monitoradas.

A Prefeitura de Mogi explicou que a linha da Vila Cintra já estava sendo monitorada e tem adequações previstas para os horários de maior movimento. Já a linha Jardim Bela Vista (E509), teve uma redução de quase 50% em comparação ao mês passado. Anteontem, entre 7 e 8 horas, foram transportados 69 passageiros. No dia 9 de março, quando o acompanhamento foi iniciado no mesmo período, foram transportados 140 passageiros.

Segundo relatos de moradores que utilizam a linha, o número de passageiros continua alto no período da manhã, devido à redução do número de veículos. A decisão tomada pela prefeitura, de diminuir 42% o número de coletivos nas ruas em dias normais, foi uma medida cujo objetivo era baixar a circulação de pessoas, o que está acontecendo, segundo o Executivo.

O número de passageiros no sistema municipal de transporte coletivo diminuiu cerca de 72% desde o início da pandemia da Covid-19. No dia 9 de março, foram transportados 142.603 passageiros em todas as linhas do sistema; anteontem, o levantamento apontava 40.188 passageiros transportados.

A empregada Ana Lia de Andrade, de 50 anos, não conseguiu parar com os serviços domésticos durante a pandemia. Por isso, todos os dias, ela acorda cedo e vai ao Terminal Estudantes pegar um ônibus para trabalhar.

De acordo com Ana, as linhas Boa Vista e Vila Cintra, toda manhã estão transportando inúmeras pessoas, causando aglomerações dentro dos veículos. "Se uma pessoa possuir a doença, é certeza que ela vai passar para todo mundo que está lá dentro, mas infelizmente temos que correr esse risco para trabalhar", lamentou.

*Texto supervisionado pelo editor.

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