Resíduo reciclável se mistura ao comum

Como parte das ações de combate à pandemia do coronavírus, a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente definiu um conjunto de medidas na área de coleta de resíduos sólidos que estão valendo desde o dia 21 de março. A Usina de Triagem da Vila São Francisco, que faz parte do Programa Recicla Mogi e onde os cooperados da Cata Sampa fazem a separação dos materiais, deixou de operar por conta do risco de contaminação e da necessidade de se evitarem aglomerações. Mas a coleta de lixo continua normalmente e os resíduos recicláveis devem ser incorporados ao lixo normal. Todo o material é enviado ao aterro sanitário de Jambeiro. Além disso, os ecopontos de Mogi das Cruzes estão abertos para o recebimento de materiais recicláveis. Os catadores da Cata Sampa foram deslocados para os ecopontos e recebem um valor fixo por mês, como parte do contrato com a Prefeitura.

"É uma medida para preservar a saúde dos catadores que fazem a separação dos materiais na Usina de Triagem da Vila São Francisco. É difícil determinar que os materiais recicláveis sejam descartados como lixo comum, afinal a reciclagem é uma prática nobre e em defesa da natureza, mas neste momento é uma decisão que precisa ser tomada em nome da saúde pública. De qualquer forma, os catadores estão amparados e recebendo esse valor mensal, pois o contrato com a Cata Sampa foi pensado assim desde o início", explica o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Daniel Teixeira de Lima. Mogi das Cruzes recicla cerca de 5% do lixo produzido.