Homem tenta atear fogo em moradores de rua

Local serve de abrigo para os moradores de rua
Local serve de abrigo para os moradores de rua - FOTO: Pedro Chavedar
Um homem tentou atear fogo, na madrugada de ontem, em um grupo de sete moradores que vive em situação de rua, na avenida Francisco Rodrigues Filho, região central de Mogi das Cruzes. De acordo com as informações da Polícia Civil, as vítimas estavam dormindo em suas barracas quando o crime aconteceu. As equipes seguem com as investigações para tentar descobrir o autor do delito.

Por volta das 2h30, uma das vítimas, Carlos Eduardo Moreira, de 46 anos, acordou assustado ao perceber que a cobertura da barraca onde dormia estava em chamas. Imediatamente, ele avisou todos os colegas que dormiam nas barracas ao lado. A ação rápida de Moreira foi decisiva para que nenhum dos moradores do local fosse atingido pelo fogo.

Após conseguir apagar as chamas que já se alastravam para o restante das barracas, o morador Alessandro Alves de Oliveira, 36, percebeu um homem nas proximidades, segurando um galão de plástico, aparentemente de cinco litros. Ele tentou correr atrás do suspeito, mas não conseguiu alcançá-lo. Os danos dos moradores de rua, de acordo com os depoimentos, foram apenas materiais, já que ninguém ficou ferido no episódio.

Apesar do crime ter ocorrido durante a madrugada, o registro do Boletim de Ocorrência (BO) só foi efetuado por volta das 9h15 de ontem, quando o agente social Alexandre Antunes Pires, que trabalha no Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro Pop), compareceu ao 1º DP do município.

O funcionário estava acompanhado das sete pessoas vítimas do crime, que deram seus depoimentos para que a investigação tivesse início. Os moradores que atualmente vivem em situação de rua ocupam a calçada coberta de um prédio comercial desativado, onde funcionava a antiga Farmácia de Alto Custo, na altura do número 155.

Até o fechamento desta edição, a Polícia Civil não havia informado sobre o suspeito pelo crime, bem como o motivo do ato. Nos depoimentos, as vítimas também não identificaram o suspeito de ter efetuado o crime. Por este motivo, as investigações continuam.

*Texto supervisionado pelo editor.

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