Baixo movimento em Yokohama começa a ser observado

Takano está preocupado com o isolamento parcial
Takano está preocupado com o isolamento parcial - FOTO: Arquivo Pessoal
Após diversas críticas pela decisão tardia, o Japão deu início à quarentena no começo desta semana. As recomendações para o fechamento de estabelecimentos, centros comerciais e escolas foram repassadas à população e estão sendo atendidas, como acontece no Brasil há mais de 20 dias. Ontem havia 7,6 mil casos de coronavírus (Covid-19) no pais.

Morador da cidade de Yokohama, localizada na província Kanagawa, o mogiano Johnson Takanobu Takada, de 55 anos, afirmou que dificilmente uma grande quantidade de pessoas permaneça, de fato, em isolamento domiciliar. "A intenção do governo é fazer com que 80% da população de Tóquio (capital do Japão) fique em casa durante este mês, mas eu acho difícil que isso realmente aconteça", opinou.

Da mesma maneira que ocorre no Brasil, alguns profissionais não podem se afastar de seus respectivos empregos para seguir a quarentena, como médicos e enfermeiros. O que algumas pessoas esquecem é que determinados cargos em outras profissões também impossibilitam o trabalho remoto.

Este é o cenário que Takanobu vivencia agora, já que trabalha como analista de sistema e programador. "Eu não posso fazer o meu trabalho na minha própria casa, já que preciso utilizar as máquinas armazenadas no meu local de trabalho. Por isso, vou seguir indo para o trabalho normalmente", contou.

Ele também tem familiares que moram no Brasil e disse que se preocupa bastante com o quadro em que o Estado de São Paulo tem vivido em relação à Covid-19. "A minha preocupação é em dose dupla, porque além de me preocupar com minha família do Japão, também me preocupo com os familiares do Brasil. Mas tudo o que temos a fazer é nos cuidar ao máximo para não contrair o vírus", concluiu Takanobu.

Nesta primeira semana de quarentena já pôde ser observada uma queda considerável no funcionamento do comércio local. Takanobu explicou que mesmo os vendedores mais resistentes que não haviam encerrado os trabalhos no início da semana resolveram parar em razão do baixo movimento de clientes.

*Texto supervisionado pelo editor.

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