"Eleições em 2022 é extremamente prejudicial"

Acreditando que é possível um nivelamentos no calendário eleitoral, o cientista político Jackson Silva Ribeiro diz que caso a pandemia do coronavírus (Covid-19) persista, tornando inevitável o adiamento das eleições municipais em outubro, o ideal seria a realização do pleito em dezembro. Para ele, realizar a eleição em 2022 seria extremamente prejudicial à democracia.

"É necessário que a sociedade civil se atente a esse fato, fique alerta e cobre das autoridades políticas que um adiamento é uma medida extrema e que se for necessária que seja um adiamento de poucos meses e não para 2022", pontuou. 

Aos candidatos já há prejuízo, visto que o coronavírus obrigará a uma mudança na forma de fazer campanha. O tradicional corpo a corpo não poderá ser realizado. Com isso, Ribeiro enxerga aumento nas campanhas digitais. 

Além do calendário a pandemia pode interferir nas eleições de diversas formas. Uma das principais alterações é na avaliação do eleitorado às resposta que representantes darão ou não à crise. Caso a população note que as ações de prefeitos e vereadores mitigaram os efeitos da crise, tais políticos tendem a se beneficiar da exposição. "Mas o contrário pode acontecer também. Caso a opinião pública note que os mandatários estão falhando nas respostas à crise, caso notem uma falta de liderança diante da pandemia isso pode prejudicar", concluiu. (F.A.)