Movimento de veículos em Mogi apresenta queda de 35%

Principal corredor entre o centro e o distrito de Braz Cubas, avenida Pinheiro Franco mantém fluxo de carros
Principal corredor entre o centro e o distrito de Braz Cubas, avenida Pinheiro Franco mantém fluxo de carros - FOTO: Mariana Acioli
Dados coletados pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio dos equipamentos de fiscalização eletrônica fixos, responsáveis pela contagem do número de veículos em movimento no município, revelaram uma queda de 35% na circulação de unidades em um mês, durante a pandemia do coronavírus. No dia com a menor movimentação, a cidade contou com 195.738 veículos circulando pelos pontos monitorados.

A Secretaria Municipal de Transportes explicou que o número representa um histórico de veículos em circulação, do dia 9 de março até a segunda-feira passada, nos pontos com fiscalização eletrônica. O levantamento está sendo realizado pela Pasta desde o começo da pandemia, para garantir informações no trânsito da cidade durante a quarentena.

Os dados também apontam que foram 302.710 passagens de veículos pelos radares no dia 9 de abril, última atualização feita pela Pasta, contra 195.738 passagens de veículos no dia 6 de abril, o dia com menor frequência durante o período, uma redução significativa pelo porte e a quantidade de veículos no município.

No entanto, a redução de movimento na cidade não representa a inexistência de circulação de veículos, já que os dados apontam que os equipamentos registraram uma maior movimentação nas entradas e nas saídas da cidade.

Os pontos com maior movimentação foram o trecho inicial da rodovia Mogi-Dutra (SP-98), a avenida Lourenço de Souza Franco, que liga Mogi a Suzano, e a avenida Francisco Ferreira Lopes, que tradicionalmente é o corredor mais movimentado por ligar a região central ao distrito de Braz Cubas.

Segundo a prefeitura, este movimento a mais nestes pontos da cidade traz um alerta, já que o número de veículos circulando foi 31% maior nesta semana, comparado ao início do mês, quando foi registrado o ponto mais baixo de movimentação. Foram um total de 46.923 passagens de veículos a mais nestes locais em uma semana.

O estudo aponta que o principal comportamento dos motoristas é a utilização dos veículos para o trajeto entre o trabalho e a casa e para deslocamentos pontuais para estabelecimentos como supermercados e farmácias. Há também o registro de pessoas que utilizavam o transporte público em vez do veículo particular e que durante este período de quarentena e isolamento social optaram por usar o carro.

*Texto supervisionado pelo editor.

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