Movimento nos postos chegou a cair 80% após quarentena

Mesmo com o valor mais baixo da gasolina, etanol e diesel, os postos de combustíveis de Mogi das Cruzes e Suzano estão encontrando dificuldades em razão das medidas de isolamento social para combater o avanço do coronavírus (Covid-19). Em muitos estabelecimentos, o movimento de veículos caiu 80% se comparado à rotina antes do vírus.

Desde o anúncio da quarentena do governo estadual, os estabelecimentos categorizados como serviços essenciais para a população, têm um "passe livre" para funcionar normalmente durante a pandemia, no entanto, com a diminuição de pessoas na ruas, o movimento acabou caindo.

Com a forte crise econômica decorrente da pandemia, os preços dos combustíveis no mercado regional tiveram uma queda de 2% e 9%, na bomba. A redução que está acontecendo, está seguindo uma tendência da desvalorização do petróleo, apontada nas últimas semanas. O resultado acaba se tornando um ponto positivo para o consumidor, mas com as quarentenas, os moradores acabam não aproveitando os valores, pois não estão saindo de casa e nem estão indo aos postos abastecer o carro.

Em Mogi, por exemplo, o preço médio da gasolina custava R$ 4,36 em março, já neste mês o valor médio está em R$ 4,09. O mesmo vale para o etanol, antes R$ 3,05 e agora R$ 2,90 e o diesel, há um mês por R$ 3,53 o litro do combustível e ontem R$ 3,21 o preço médio. Em Suzano, o preço médio do litro da gasolina em março estava R$ 4,24, do etanol R$ 3,03 e do diesel R$ 3,42, mas após o isolamento social os preços caíram para R$ 4,05, R$ 2,92 e R$ 3,32, respectivamente

Segundo Patanjali Fernandes, gerente de um posto localizado na avenida Francisco Ferreira Lopes, um dos pontos mais movimentados de Mogi, diversas adaptações estão sendo feitas. "Nós tivemos que reduzir o número de funcionário tanto do posto como da loja de conveniência, porque está muito complicado. Tivemos uma redução de 80% dos nossos clientes", apontou.

Em Suzano, a situação é semelhante. Um estabelecimento localizado na avenida Antônio Marques Figueira, sentiu uma redução de 60% no número de clientes, ocasionando na redução funcionários. "Nós tínhamos mais de 16 pessoas trabalhando na unidade, só que com a baixa no movimento, tivemos que dar férias para 12", disse o funcionário do posto, André do Santos Silva.

Ambos estabelecimentos também notaram que, durante esta semana, o movimento e a procura por combustível já está começando a mudar na região. De acordo com os funcionários, as pessoas estão voltando aos poucos com a rotina do dia a dia, se tornando uma esperança para os estabelecimentos.

*Texto supervisionado pelo editor.