Spani garante a permanência da unidade no mesmo local

Com a manutenção, Spani Atacadista preserva o emprego de 105 funcionários
Com a manutenção, Spani Atacadista preserva o emprego de 105 funcionários - FOTO: Mariana Acioli
A diretoria do Grupo Zaragoza informou na tarde de segunda-feira que manterá o funcionamento da unidade Spani Atacadista na avenida Francisco Ferreira Lopes, no distrito de Braz Cubas, descartando a necessidade de mudança de local, conforme a expectativa anterior.

A decisão foi tomada após nova negociação "positiva para ambas as partes", entre o grupo e o proprietário do imóvel alugado ao Spani. No entanto, as cifras não foram reveladas, nem ao menos se houve redução no valor do aluguel do imóvel. "Apenas uma nova negociação favorável para ambas as partes", justificou a empresa.

Segundo o Grupo Zaragoza, após reunião com o prefeito Marcus Melo (PSDB) e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Cláudio Costa, a decisão da manutenção da unidade no mesmo endereço foi tomada.

Questionada pela reportagem sobre uma possível intervenção da prefeitura nas negociações, em relação ao barateamento do aluguel do imóvel, o Grupo Zaragoza foi enfático em afirmar que a administração municipal apenas incentivou as partes (Spani e dono do imóvel) a entrarem em um acordo, "visando o melhor para a cidade de Mogi das Cruzes", e que não houve participação do Executivo nas discussões sobre o tema.

"O Grupo Zaragoza agradece novamente o empenho das autoridades públicas para a manutenção da loja no mesmo endereço e por se solidarizarem com a situação, principalmente diante da atual situação econômica do país", disse, em nota, agradecendo ainda a mobilização dos clientes que se manifestaram pela permanência das atividades do Spani Atacadista em Mogi das Cruzes.

Há cerca de dez dias, o grupo responsável pelo Spani informou que continuaria no imóvel em Braz Cubas até encontrar um novo local para o estabelecimento e que, com a decisão, os 105 funcionários da loja não seriam demitidos.

O motivo do desligamento anunciado pela rede no começo do mês se deu pela inviabilidade da renovação do contrato de aluguel do imóvel, onde a loja está instalada desde 2004, que passaria de R$ 100 mil para R$ 170 mil. A decisão deixaria os 105 funcionários sem amparo em momento de pandemia do coronavírus (Covid-19).

Mas, segundo o diretor-presidente do grupo, Cleber Denis Santana, nunca houve a intenção da empresa sair de Mogi. Com a inviabilidade da renovação do aluguel em Braz Cubas, o grupo sondava novos locais. "A decisão de continuar na cidade foi motivada por três fatores: os funcionários, os clientes e o empenho da prefeitura", concluiu.

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