Prefeitura de Mogi decide pela abertura total das feiras livres

Feirantes terão de se adequar a regras de distanciamento dos clientes e higienização
Feirantes terão de se adequar a regras de distanciamento dos clientes e higienização - FOTO: Ney Sarmento/PMMC
Assim como tem feito desde o início das medidas restritivas para o combate ao novo coronavírus, a Prefeitura de Mogi das Cruzes mostrou estar alinhada com o Estado de São Paulo e estudará as propostas dos setores produtivos para a reabertura gradual de comércios e serviços não essenciais.

A mais recente iniciativa da administração sinalizando o retorno gradativo da economia foi a liberação de todos os serviços nas feiras livres diurnas, que já estavam parcialmente em funcionamento para venda de hortigranjeiros. As feiras noturnas realizadas na quinta-feira, na rua Braz Cubas, e na sexta-feira, no Varejão, continuam fechadas. A reabertura, no entanto, está condicionada a uma série de exigências. Dentre as precauções exigidas pelo Executivo destacam-se a proibição de comerciantes que estejam no grupo de risco, como idosos com mais de 60 anos, ou que possuam doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, insuficiência renal crônica ou doença respiratória crônica.

Além disso, também será exigido o distanciamento mínimo de um metro entre as barracas e a destinação de um funcionário exclusivo para cobranças e manipulação de dinheiro, com uso de luvas descartáveis de proteção.

O governador João Doria (PSDB) informou ontem que as propostas dos setores da economia serão submetidas a análise do Centro de Contingência do coronavírus de São Paulo (veja mais na página 8). O governador destacou que, apesar das medidas de restrição adotadas em São Paulo desde março, 74% de toda a estrutura econômica do Estado se mantêm ativa. A quarentena não atinge setores como indústria, agronegócio, construção civil, telecomunicações e energia.

Um dos setores mogianos que já manifestou interesse claro em retornar às atividades assim que o comércio não essencial reabrir - mesmo que gradativamente - foi o de academias. Na tarde de ontem, empresários donos de academias com unidades em Mogi das Cruzes estiveram em reunião com o prefeito Marcus Melo (PSDB) para apresentar uma cartilha de procedimentos de segurança para que, assim que liberado o comércio não essencial, o ramo possa retornar às atividades.

Dentre as medidas a serem adotadas pelas academias no futuro, destacam-se o atendimento limitado, instalação de termômetros para aferir a temperatura dos alunos e funcionários, espaçamento entre aparelhagem e a obrigatoriedade de utilização de álcool em gel e máscaras por trabalhadores e frequentadores.

No Facebook

Durante transmissão no Facebook na noite de ontem, o prefeito Melo explicou a situação da compra de máscaras em valores maiores do que os praticados no mercado, o que levou a própria administração municipal a denunciar o caso no Ministério Público. Isso porque, as máscaras compradas não foram entregues corretamente, sendo repassado outro tipo de equipamento. De acordo com Melo, caso as máscaras não fossem adquiridas, até a Santa Casa poderia ter sido fechada por falta dos equipamentos de proteção.

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