Sindicato Rural avalia aplicativo como positivo

Quase um mês em atividade, a plataforma de comercialização online de produtos agrícolas Agrigu está sendo avaliada como positiva pelo Sindicato Rural de Mogi das Cruzes, que considera a ferramenta uma boa opção para o produtor vender suas mercadorias.

No final de março, a Secretaria Municipal de Agricultura e o Polo Digital de Mogi das Cruzes, em parceria com a startup Agrigu, lançou a ferramenta na qual os produtores e clientes se cadastram e realizam comércio dos produtos agrícolas. A iniciativa ocorre para auxiliar os feirantes, varejistas, atacadistas e produtores rurais que tiveram suas vendas prejudicadas pela quarentena e o consequente fechamento do Mercado Municipal e feiras livres da região. "Necessitamos de algumas ferramentas para ajudar os produtores a venderem suas mercadorias, já que os supermercados e feiras estavam fechados. A plataforma veio para dar uma opção para este produtor vender suas mercadorias" disse a engenheira agrônoma do Sindicato Rural de Mogi, Juliana Monteiro, afirmando ainda que o uso da tecnologia pode ser mais um mecanismo de escoamento da produção.

Na última quarta-feira, a reportagem do Mogi News afirmou que o Sindicato Rural endossou a reclamação de consumidores e produtores no que diz respeito ao alto preço praticado pela plataforma digital, entretanto, o Sindicato Rural não se posicionou sobre estes valores, sendo que, foram os clientes que utilizam a plataforma que, de fato, relataram a situação dos preços à reportagem.

Cadastro

Os consumidores ainda podem se cadastrar na plataforma www.agrigu.com para fazer suas compras. Pela plataforma, o pagamento poderá ser feito com cartão de débito ou por meio de boleto bancário. O vendedor receberá o pedido e realizará a entrega, sendo responsável pelo valor do frete.

Realidade

Os reflexos da quarentena para os produtores rurais são significativos. Se não bastasse a redução de 40% nas vendas para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e de 80% para bares e restaurantes, os agricultores de Mogi das Cruzes tiveram que se desfazer de toneladas de produtos que não puderam ser escoados. Há três semanas com a produção encalhada, dezenas de agricultores enterraram suas produções as transformando em adubo. Era o máximo que era possível extrair dos itens, uma vez que estes não seriam comercializados.