Mês sem chuva reduz nível das represas do Alto Tietê

A pandemia causada pelo coronavírus no mundo todo é a maior preocupação atual, porém, não é o único tema que merece atenção. Sem chuvas há um mês, o índice de pluviometria, fundamental para o abastecimento das represas que levam a água até às residências, registrou queda na maioria das bacias da região.

De acordo com os dados publicados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat), na sexta-feira retrasada, a represa de Taiaçupeba tinha a capacidade de 78,5% do seu volume e, em uma semana, o índice diminuiu para 73,7%, de acordo com os dados da Sabesp. A barragem Paraitinga também apresentou declínio no período de uma semana. O volume passou de 93,1% para 90% em apenas sete dias. Já na bacia Jundiaí, o armazenamento do volume caiu de 67,5% para 66,9% no mesmo período.

A represa de Biritiba é a que apresenta o menor volume em comparação as demais integrantes do Spat, em compensação, é uma das únicas que não apresentaram declínio em seu volume. Na sexta-feira da semana passada, o volume total da bacia era de 28,5% e, após uma semana, chegou a 29,5%.

De maneira quase imperceptível, os número da Sabesp mostraram que a represa de Ponte Nova também obteve aumento no volume. Na sexta-feira retrasada, a represa que é uma das mais importantes do sistema, aglomerava o volume total de 96,9%. Ontem, os índices da Sabesp mostravam que este número subiu para 96,12%. Apesar de contatada, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) não respondeu aos questionamentos sobre a possível queda na umidade do ar nos últimos dias, que pode influenciar na diminuição do volume das represas.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Estado de São Paulo, a previsão do clima para a próxima semana na Região Metropolitana continua sendo de bastante calor. Não há nenhuma precisão de chuva, o que pode fazer o volume das represas diminur ainda mais.

*Texto supervisionado pelo editor.