Médicos e enfermeiros começam a ocupar hospital de campanha

Alas já estão definidas e quase prontas para receber, gradualmente, os pacientes que precisam de atendimento
Alas já estão definidas e quase prontas para receber, gradualmente, os pacientes que precisam de atendimento - FOTO: Mariana Acioli
Com a finalização da estrutura física do hospital de campanha para suporte no combate ao novo coronavírus, médicos e enfermeiros começam a ocupar amanhã a unidade provisória de saúde, localizada na Avenida Cívicca, no bairro Mogilar, tendo como suporte o Ginásio Hugo Ramos, logo ao lado.

A ocupação da estrutura para retaguarda da Covid-19 se encaminha para o término justamente no período em que o secretário de Saúde de Mogi das Cruzes, Henrique Naufel, previa, juntamente com o comitê montado no município para planejamento contra a doença, o pico da Covid-19 em Mogi das Cruzes, a partir da segunda semana de maio.

As obras na unidade de saúde provisória estão em fase final de acabamento, com serviços dedicados principalmente à finalização de instalações de gases medicinais, ar comprimido, oxigênio e geradores, que são executados por empresas especializadas. Também já foram iniciados testes de segurança e combate de incêndio.

O Hospital de Campanha terá capacidade para 200 leitos de retaguarda com atendimento para casos leves e moderados de Covid-19, que serão encaminhados pelo Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) e outras unidades referenciadas pela Secretaria Municipal de Saúde, públicas e privadas.

Nas últimas transmissões ao vivo realizadas pelo Facebook do prefeito Marcus Melo (PSDB), o tom era de dúvida sobre a utilização plena da unidade de saúde. Notícia boa pela ótica da saúde da população, pois, caso os 200 leitos disponíveis não sejam utilizados, será sinal de que a epidemia está sendo controlada melhor do que se poderia imaginar no pior cenário. Pelo lado econômico, um tanto quanto preocupante, pois foram investidos R$ 2,8 milhões para a construção desse hospital de campanha.

O chefe do Executivo Marcus Melo (PSDB) chegou a afirmar que a unidade de saúde foi planejada e solicitada por técnicos que avaliaram a situação e viram a necessidade da construção do equipamento. Resumindo, "melhor prevenir do que remediar".

Questionada na tarde da última sexta-feira se a Secretaria da Saúde temia uma repercussão negativa sobre uma possível subutilização do hospital de campanha do Mogilar, a Pasta usou como exemplo a situação de vários hospitais de São Paulo e do país, com ocupação total de leitos de Unidade de Terapia Intensivo (UTI), com sistemas de saúde "entrando em colapso". "Situação que queremos evitar em nossa cidade", concluiu em nota a Secretaria de Saúde de Mogi.

Na última quarta-feira, o deputado Marco Bertaiolli (PSD) falou que, caso fosse, tentaria viabilizar uma parceria com o governo do Estado para utilização do Hospital Estadual Doutor Arnaldo Pezzutti como referência ao combate do novo coronavírus, e não o Hospital Municipal de Braz Cubas, como fez a Prefeitura de Mogi. Sobre o tema, a administração municipal disse que montar um Centro de Referência para o Coronavírus no hospital Arnaldo Pezzutti poderia colocar em risco pacientes debilitados e que possuem outros tipos de enfermidades.