Rei

Nosso regime político e governamental é uma República Federativa, onde o dirigente maior do poder Executivo deveria ser o presidente. Além dele temos os chefes do Judiciário e Legislativo. Formalmente não temos uma Monarquia como no Reino Unido, mas na prática temos uma família real. Começa com o rei Bolsonaro, que assim como a rainha da Inglaterra passou a ser uma figura decorativa. Temos também três príncipes Flávio, Eduardo e Carlos.

Na crise, declarou que demitira o ministro da Saúde e não o fez. Ainda que o demita mais adiante, já perdeu toda autoridade. Assim como a rainha da Inglaterra, tem vontade, mas não tem poder para executar e passa a decorar o Palácio do Planalto.

Quando um ministro da Saúde tem mais força que o presidente, não há mais comando. A caneta que ele disse funcionar falhou, ou deu uma "fraquejada" para usar seu próprio linguajar. Fato é que o governo, que mal tinha começado, definitivamente acabou. Senão pela pandemia pelo desastre econômico que se seguirá.

Um país que não tem um histórico econômico de atleta e que já tinha a comorbidade de 12 milhões de desempregados e 40 milhões de informais vai regredir. Pela inexistência de exames para diagnóstico de Covid-19, a única chance de sobrevida é não se contaminar por meio do isolamento social. O contágio em massa irá dizimar os mais velhos que são a fonte de renda de milhares de famílias. Passado o pico de contágio e das milhares de mortes que infelizmente virão, fica a dúvida. Quem irá liderar a reconstrução?

Esse é nosso maior problema. A segunda onda virá e não será com um rei em uma República que iremos retomar. Precisamos de um líder que saiba dialogar. Essa conversa de ministério técnico não cola mais, o melhor exemplo é o ministro da Saúde, um técnico que não pode trabalhar porque a rainha da Inglaterra e seus príncipes estão com a frigideira ligada. Precisamos de um plano de reconstrução da economia e principalmente de reindustrialização, parece que nessa crise, embora essencial, o nosso Posto Ipiranga também fechou.