Mudança climática

Já faz tempo que a questão ambiental se tornou pauta permanente e prioritária para uma parcela da sociedade. O modelo de desenvolvimento econômico que permeou o século XX causou rápida e intensa degradação do meio ambiente, comprometendo muito a qualidade de vida, principalmente de quem vive nos centros urbanos. Apesar dos inúmeros alertas, os interesses econômicos prevaleceram diante dos interesses da humanidade. Assim, chegamos ao início do século XXI com grandes incertezas e desafios para o nosso futuro.

De acordo com especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as previsões de que danos residuais ligados a eventos naturais extremos ocorram em diferentes partes do planeta na segunda metade deste século são "altamente confiáveis". Mais grave ainda. É bem provável que isso ocorra mesmo que haja corte significativo de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos.

Em áreas tropicais da África, América do Sul e da Ásia, a população deverá conviver com mais inundações, em função de maior ocorrência de tempestades. Nesse caso, o Sudeste do Brasil que periodicamente registra enchentes e deslizamentos de terra, deve sofrer ainda mais com a intensificação das chuvas. A condição dos recursos hídricos também é motivo de muita preocupação. Existe uma elevada perspectiva da redução da oferta de água potável em territórios subtropicais secos intensificando conflitos pelo uso de bacias hidrográficas. Ou seja, as situações extremas serão cada vez mais constantes: ocorrência de muita chuva acumulada em poucos dias, combinada com um número maior de dias secos e de muito calor.

Nas regiões costeiras as populações mais pobres também devem ser muito afetadas. O aumento do nível do mar deve comprometer grande parte dos meios de subsistências dessas pessoas.

Como podemos ver, temos um quadro muito preocupante. Precisamos nos envolver cada vez mais com as bandeiras em defesa do meio ambiente. Devemos isso às futuras gerações, mesmo que elas ainda não estejam aqui.