Ouvir, ver e crer II

José Saramago, escritor português, prêmio Nobel de Literatura de 1998, em duas de suas obras, Ensaio Sobre a Cegueira e Ensaio Sobre a Lucidez, ele faz uma crítica mordaz sobre os políticos que, em benefício próprio, usavam o jogo da verdade e da mentira, de partidos diferentes, mas de atuações iguais, usufruindo de privilégios que afrontavam a população.

Eles pensavam que o povo estava cego aos seus desmandos e se assombraram quando houve 70 % de votos em branco no dia da eleição, confirmando, assim, que a maioria dos eleitores não tinha perdido a lucidez e nem a visão. Ao revés, será que na mesma porcentagem o povo cristão perdeu a lucidez e a visão para discernir o verdadeiro significado da Páscoa? O cordeiro imolado na casa de cada família, antes da saída e libertação do povo hebreu da escravidão no Egito, serve como metáfora de Jesus, o Cordeiro Pascal, sacrificado para, através do seu sangue na cruz, nos justificar e nos libertar da escravidão do pecado e da morte eterna para uma vida nova e eterna com o Cristo ressurreto.

Muitos são chamados e poucos são os escolhidos. Por quê? Muitos são chamados para ouvir da cruz, para ver a cruz, porém, crer na cruz, crer no Filho de Deus crucificado como Salvador e Senhor são poucos, esses escolhidos quando recebem o toque do Espírito Santo se arrependem, confessam seus pecados, são justificados e transportados do reino das trevas para o reino da luz como novas criaturas em Cristo.

A cruz como joia, ou bijuteria, não é amuleto, ou talismã da sorte, com poder mágico para proteger seu portador, de modo supersticioso, do mal da peste, da fome ou da morte. O apóstolo Paulo, na Carta que escreveu aos Gálatas 2:20, revela o segredo para termos o poder de Deus em nossa vida: "Já não sou quem vive, mas Cristo vive em mim, e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim". Além da máscara e do álcool gel confie Nele, o único que pode te livrar do mal.